Polícia entra em alerta contra violência na Copa


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Foto de arquivo mostra manifestação em junho do ano passado na avenida Presidente Vargas. Em Franca, pelo menos 15 mil pessoas foram às ruas
Foto de arquivo mostra manifestação em junho do ano passado na avenida Presidente Vargas. Em Franca, pelo menos 15 mil pessoas foram às ruas
Faltando pouco mais de uma semana para a Copa do Mundo, as forças de segurança de Franca ligaram o sinal amarelo e estão em estado de alerta para coibir a ação de grupos organizados e evitar protestos violentos que podem ocorrer durante a competição. O plano de prevenção prevê o treinamento de policiais, cancelamento de férias e monitoramento de baderneiros por meio de escutas telefônicas e redes sociais. Embora a cidade não vá receber nenhuma seleção, nem para período de treinos, a possibilidade de uma onda de violência é considerada. A polícia se prepara para o pior.
 
Motivos para a preocupação não faltam. Em junho de 2013, durante a Copa das Confederações, manifestações ocorreram em diversas cidades do País pedindo melhorias na saúde e transporte público. Em Franca, pelo menos 15 mil pessoas foram às ruas. Terminado o protesto pacífico, um grupo de vândalos transformou a Praça Barão em praça de guerra. Lojas foram saqueadas, ônibus atacados, terminal depredado e lixeiras incendiadas.
 
A polícia afirmou que o quebra-quebra foi provocado por bandidos infiltrados. Por meio da análise de imagens, suspeitos foram identificados e cadastrados. “Classificamos a Copa como evento de alto risco. Estamos em alerta total. Acompanhamos os passos dos grupos organizados e atuaremos onde for necessário reforço. Suspendemos licença-prêmio e férias de todos os policiais civis”, afirmou o delegado Daniel Paulo Radaeli, chefe do CIP (Centro de Inteligência da Polícia Civil).
 
O policial disse que os serviços de inteligência em todo o Estado estão interligados e trocam informações diárias. Há duas semanas, os delegados Marcelo Caleiro, Wanir José da Silveira Júnior e Luiz Carlos Almeida Souza participaram de reuniões de trabalho com a cúpula da Polícia Civil em São Paulo para tratarem de ações conjuntas.
 
“Há dois anos estamos capacitando policiais com curso de línguas, logística e treinamento para qualquer eventualidade onde haja aglomerações. Temos que estar atentos a todas as facetas do que vai acontecer em um evento macro, como é a Copa do Mundo. Estamos de olho nos bandidos e baderneiros que se infiltram entre manifestantes para destruir o patrimônio público”, disse Daniel Radaeli. 
 
O GOE (Grupo de Operações Especiais) foi reativado e ficará de prontidão para responder à altura eventuais ataques. 
 
Polícia Militar
A Polícia Militar informou que remanejará o policiamento para locais em que ocorrer concentração de pessoas durante as datas de jogos da seleção brasileira para prevenir uma possível quebra da ordem, conforme já ocorre em finais de campeonatos de futebol. “Houve treinamento de controle de distúrbios civis para todos os policiais da área do Batalhão, a fim de preparar o contingente para os dias em que possam ocorrer eventos como protestos e manifestações”, diz nota enviada à redação.
 
A PM concentrará esforços para garantir a tranquilidade durante o evento em todos os municípios paulistas, principalmente nas cidades em que ocorrerão jogos e estejam presentes delegações. Manifestações pacíficas serão permitidas, mas abusos não serão tolerados. “A partir do momento em que grupos isolados ameacem a integridade física das pessoas ou patrimônio público e privado, a Instituição, baseada na sua missão constitucional, dentro dos parâmetros legais, agirá com o intuito de restabelecer a ordem”, diz a nota.
 

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