Problemas: Jardim Paraty


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Água de esgoto, fedida, escorre  em campo de futebol do bairro
Água de esgoto, fedida, escorre em campo de futebol do bairro
Riscos aos pedestres, falta de infraestrutura, motoristas irresponsáveis e registros de graves acidentes. Estas situações têm sido presenciadas durante há algum tempo na avenida Jaime Tellini, principal via do Jardim Paraty, na zona sul de Franca. O Hora da Verdade Itinerante, da rádio Difusora AM, foi transmitido ao vivo do bairro no dia 23 de maio. Durante o programa apresentado por Leandro Vaz, com comentários de Corrêa Neves Júnior, os moradores relataram cenas perigosas que presenciaram ou passaram ao atravessar a via. Eles pedem providências.
 
Segundo os moradores ouvidos pela reportagem, a Jaime Tellini acumula problemas por toda sua extensão. Os primeiros são encontrados logo em seu início e graças a uma obra malfeita pela Prefeitura de Franca em setembro do ano passado. “Eles duplicaram a avenida mas o asfalto utilizado é de péssima qualidade. Ele simplesmente desmancha. A Prefeitura vem aqui direto remendar, mas não adianta. Da última vez eles disseram que o fluxo de veículos ia fixar o asfalto, mas isto só fez aumentar ainda mais o pó”, disse o sapateiro Lucimar Melo.
 
Para os pedestres a avenida é sinônimo de insegurança. Diante da ausência de calçadas e da presença de poucos redutores de velocidade, resta a eles disputar espaço com os veículos que transitam em alta velocidade e, quase sempre, não respeitam a parada obrigatória no cruzamento das avenidas Jaime Tellini e Artur da Costa e Silva, palco de muitos e graves acidentes.
 
Próximo ao cruzamento há uma creche onde estuda o filho de cinco anos da auxiliar de serviços gerais Edilaine Cristina da Silva. Na porta da instituição não há faixas de pedestres. Ciente do perigo da via, Edilaine garante que tem cuidado redobrado ao atravessar a via com o filho. “É um absurdo eles não tomarem providências para proteger a vida das crianças. Não tem faixa de pedestres na porta da creche, as placas de trânsito são tampadas pelas árvores, não tem calçada e os canteiros vivem com o mato alto. Tenho que enfrentar tudo isso com o meu filho no colo. Os pais têm que ficar muito atentos porque aqui é muito perigoso.”
 
Para os moradores não importa quais providências sejam tomadas desde que a Prefeitura resolva a situação e evite outros acidentes. “Eles têm que colocar semáforo, lombadas, lombofaixas ou eliminar esta rotatória. Não entendemos o que é o certo, mas alguma coisa tem que ser feita e com urgência”, disse a auxiliar de serviços gerais Mônica dos Reis Cunha.
 
Lazer
Além da perigosa avenida, os moradores do Jardim Paraty relataram outros problemas, entre eles a falta de manutenção nas áreas de lazer do bairro. Estas áreas se resumem a um campo e uma quadra de futebol e a algumas praças inacabadas.
 
A quadra, localizada ao lado dos “predinhos” do bairro, é a mais utilizada pela população. Sem manutenção, atualmente ela está com buracos no alambrado, traves enferrujadas, sem pintura e as tabelas de basquete danificadas.
 
O campo, localizado na rua Cristino Teles da Silva, recebeu, após muito tempo e insistentes pedidos, manutenção na semana retrasada. O mato, que segundo moradores fica constantemente alto, foi aparado, mas trouxe outro problema. Durante a poda um cano de esgoto foi perfurado e a água suja e fedida se espalhou pelo local. Mesmo com o imprevisto, os vizinhos do campo se disseram surpresos com a manutenção do local. Enquanto o Comércio estava no campo, um garoto de oito anos se aproximou e ao ver o local sem o costumeiro mato exclamou: “Será que eu tô (sic) sonhando? Nunca vi esse campo assim.”
 
As praças se tornaram outro incômodo. Nelas há apenas grama e alguns poucos bancos. Segundo os moradores, a Prefeitura e os vereadores prometeram parques e academias ao ar livre nos espaços, mas nada ainda foi executado. Com isso, as praças acumulam mato, lixo e se tornaram pontos para o frequente uso de drogas. “Aqui tem várias praças, mas todas servem apenas para acumular lixo e as pessoas usarem drogas”, disse um morador que pediu para não ser identificado.
 
As praças não são os únicos pontos de acúmulo de lixo no bairro. Diversos terrenos e até uma extensa área verde também viraram “lixões” no Paraty. Nestes locais, é possível encontrar entulhos de construção, lixo orgânico, pedaços de móveis, sapatos e até cartelas de remédios expostos.
 
Reivindicações
A população do bairro fez algumas reivindicações pensando, principalmente, no futuro das crianças da bairro. Uma delas é a implantação de um Centro Comunitário do Jardim Paraty. 
 
Os moradores também têm se empenhado na instalação de uma biblioteca. Segundo eles, um ofício já foi protocolado na Prefeitura solicitando o equipamento, mas até hoje a promessa não saiu do papel. 
 
Outro lado
Questionado sobre os problemas da avenida Jaime Tellini relatados pelos moradores do Paraty, o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse que o local vem recebendo melhorias, como a instalação de lombofaixas no início da avenida, que ainda receberá outras.
 
Sobre as outras reclamações e reivindicações dos moradores, o Comércio encaminhou email a assessoria de imprensa da Prefeitura, mas nenhuma resposta foi recebida até o fechamento desta edição.
 
O vereador Márcio do Flórida (PT) participou do programa Hora da Verdade transmitido do Jardim Paraty e falou dos supostos casos de assédio moral praticados contra servidores pelo diretor-geral da Câmara Municipal, José Antônio Lomônaco, e também a respeito dos problemas causados após a criação do cargo de diretor-geral na Câmara. 
 
A vereadora Valéria Marson (PSDB) esteve presente no Hora da Verdade e comentou os trabalhos da CEI da Saúde, da qual é presidente. Segundo a parlamentar, a comissão tem esclarecido importantes fatos da Rede Pública de Saúde de Franca. “Temos que fazer uma CEI séria e um trabalho que depois reverta em benefício para a nossa população.”

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