Voltado para o atendimento de crianças de até 12 anos, o Pronto-socorro Infantil “Doutor Magid Bachur Filho” em Franca será reformado e ampliado. O anúncio foi feito pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) na última quarta-feira, 28, e a previsão é que as obras comecem até agosto e elimine problemas revelados recentemente em matéria exclusiva do Comércio como a proliferação de baratas e o acúmulo de fezes de pombos no telhado. O investimento na obra será de R$ 1,5 milhão.
O edital para a contratação da empresa que ficará responsável pelos serviços foi divulgado na quinta-feira, 30, e a abertura dos envelopes com a proposta das construtoras interessadas em participar da licitação está marcada para o próximo dia 1º de julho.
Segundo estimativas do secretário municipal de Planejamento, Nicola Rossano, após esse processo as obras poderão ser iniciadas e concluídas dentro de um prazo de oito meses. Durante esse período, os atendimentos prestados no local serão transferidos para uma outra unidade. “O Pronto-socorro passará por uma adequação geral, já prevendo as normas de acessibilidade e as demais atualizações na parte elétrica e hidráulica”, adiantou o secretário.
De acordo com o projeto, o novo PS Infantil terá salas de emergência, observação, de acolhimento, aplicação, sutura, fraldário, recepção e consultórios. Também estão projetados na ampliação um novo abrigo coberto para ambulância e uma sala morgue (necrotério). Atualmente, o prédio conta com 1,3 mil metros quadrados de área construída que será ampliado em mais 82 metros quadrados. As obras no entanto, nesse primeiro momento, não compreendem a estrutura do NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), que continuará funcionando normalmente no mesmo complexo.
“O modelo será do Pronto Socorro adulto, mas dentro das proporções. Também iremos refazer o telhado por completo, o piso e toda a parte de água e esgoto com a adequação da rede pluvial com o intuito de evitar o retorno de insetos”, disse Rossano.
Denúncias
Em janeiro, o próprio diretor do PS Infantil, Ricardo Veríssimo Júnior, encaminhou ofício à Secretaria de Saúde pedindo interdição do local ao denunciar “odor fétido causado por fezes de pombos; pombos mortos no forro em processo de putrefação; baratas e vermes; escorrimento de água pútrida do forro para o interior do prédio”. Em março passado, o Sindicato dos Servidores Municipais de Franca também pediu a interdição da unidade devido ao surgimento de baratas, roedores e escorpiões e as condições consideradas inadequadas de higiene. Segundo funcionários, o prédio está insalubre e apresenta cheiro ruim. Na ocasião, a Prefeitura culpou vizinhos pela sujeira nas imediações, o que atrairia os bichos e não interditou o local.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.