Criador do uniforme da seleção diz que ‘amarelinha’ pode ser substituída


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O escritor, tradutor, professor universitário e criador do uniforme da seleção brasileira, o gaúcho Aldyr Schlee, diz que a tradicional combinação camisa amarela, calção azul e meias brancas está prestes a ser abandonada. Segundo ele, a abundância de camisas alternativas produzidas pela Nike nos últimos anos e vendidas nas lojas mostram que o modelo será substituído dentro de algum tempo.
 
“Tenho a impressão de que o arranjo original não irá durar muito. Estão vendendo camisas pretas ou naquele verde cagado. Se começar a vender muito, eles trocarão”, disse o pai da amarelinha que venceu um concurso promovido pelo jornal “Correio da Manhã”, em dezembro de 1953, que visava escolher o novo uniforme da seleção brasileira. Naquela época as quatro cores da bandeira do país eram obrigatórias. 
 
Aldyr Schlee, nunca, recebeu os direitos autorais de criação utilizado pela primeira vez nas eliminatórias da Copa do Mundo de 1954. "Não me sinto roubado. Naquela época, camisa de futebol não era para ser vendida. Só servia para jogar bola. Tanto que nem me deram um uniforme na época. Só ganhei o meu em 1958”, afirmou.
 
O escritor só lamenta que o modelo atual usado pela seleção de Felipão esteja tão distante do seu ideal de beleza. “A camisa é medonha. Parece um pijaminha ridículo. É um desrespeito, não comigo, mas com os craques que a vestiram no passado. A Nike fez camisas bonitas, tradicionais, para Inglaterra e Holanda, por que não fez o mesmo para a CBF?”, contestou. 

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