Menino continua abalado, segundo a mãe


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O caso aconteceu há mais de um ano. Mas, apesar do tempo, a mãe do menino afirma que a família e, principalmente, seu filho ainda não superaram o que aconteceu. 
 
Em entrevista concedida ao Comércio nesta semana, ela disse que o ocorrido abalou o menino psicologicamente, tanto que ele não pode ouvir o nome da babá, tem problemas na escola e relembra os lugares por onde passou durante a investigação.
 
“No começo, ele ficou muito agressivo. Mesmo agora, depois de um tempo, ele fala muito sobre o ocorrido. Se a gente passa pelo IML (Instituto Médico Legal), ele comenta que esteve lá. No Centro de Saúde, é a mesma coisa. No ano passado, ele quase não foi para a escola. Ela dizia que não queria ficar longe de casa e que queria ficar comigo. Tive que pedir até conta do meu serviço. Hoje ele ainda tem muita dificuldade em aprender. Tudo isso que aconteceu é um trauma muito grande para todos nós.”
 
A mãe do menino contratou a vizinha como babá porque, segundo ela, precisava trabalhar para ajudar nas despesas de casa. Diante disso, ela se culpa por tudo que aconteceu. “Quando meu filho nasceu, eu pensei que iria protegê-lo e que nada ia acontecer com ele. Quis trabalhar para dar o melhor para a minha família, e aconteceu isso”, disse ela com os olhos cheios de água.

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