Estudo da Universidade de Michigan pontuou: quem tem cônjuge otimista tem menos doenças crônicas e maior mobilidade ao longo do tempo. O estudo seguiu 3.940 adultos com mais de 50 anos, 1.970 casais heterossexuais, por quatro anos, observando mobilidade e coordenação motora, além de saúde e doenças crônicas. Otimistas são mais propensos à busca de apoio social quando enfrenta situações difíceis, e a ter rede maior de amigos. Além disso, engajam-se em estilos de vida mais saudáveis, que reduzem fatores de risco à saúde. O estudo atual demonstra o poder de influência que pessoas de nossas redes sociais têm sobre nossa saúde e bem-estar. Cônjuge otimista incentiva a exercícios ou comer de forma mais saudável, porque acredita que faz bem. É o primeiro estudo a mostrar que otimismo pode afetar a própria saúde. A identificação de fatores que protegem a saúde ou preveem seu declínio é importante por causa do número crescente de idosos, o que implica em altos custos com saúde pública.
Mulheres casadas diagnosticadas com grave doença podem encontrar-se lutando com a doença e, ao mesmo tempo, sofrendo o estresse do divórcio. É o que mostra a Pesquisa Social da Universidade de Michigan em associação com pesquisadores da Universidade de Indiana. Os pesquisadores analisaram 20 anos de dados sobre 2.717 casamentos. Na época da primeira entrevista, pelo menos um dos parceiros tinha idade superior a 50. Examinaram como o aparecimento de quatro doenças graves — câncer, problemas cardíacos, doenças pulmonares e derrame — afeta casamentos. Descobriram que, em geral, 31% dos casamentos terminaram em divórcio. As autoridades preocupadas com custos da saúde, devem, então, estarem cientes da relação entre doença e risco de divórcio. Oferta de serviços de apoio a maridos que cuidam de esposas doentes reduz a tensão conjugal e evita divórcio em idade mais avançada.
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
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