A delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca abriu inquérito para apurar denúncia de que um jovem estudante de 15 anos teria abusado sexualmente de uma menina de apenas cinco. Os dois são primos e a violência teria sido praticada na casa da bisavó.
Exame de corpo de delito realizado no IML (Instituto Médico Legal) não atestou o estupro. No entanto, laudos psicológicos, segundo a polícia, confirmaram que a menina foi vítima de abusos.
“A mãe percebeu que a criança estava com uma secreção anormal no órgão genital. Ela imaginou o que poderia estar ocorrendo, perguntou e a filha, de forma bem espontânea, bem tranquila, contou o que o primo estaria fazendo”, disse ontem à reportagem a delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, titular da unidade que comanda as investigações.
Segundo o registro oficial, a criança, três vezes por semana, ficava na casa da bisavó para a mãe trabalhar. O adolescente de 15 anos, que reside na zona rural de Franca, por coincidência, nos mesmos dias também ficava na residência da idosa. Ele participava de cursos na cidade. Os abusos estariam ocorrendo neste dias. “A mãe, ao saber dos fatos, nos procurou. O adolescente é filho de uma prima dela”, explicou Ambrósio.
A primeira providência da delegada foi requisitar exame de corpo de delito no IML local. Posteriormente, a criança passou por avaliação com a psicóloga Fabiana de Oliveira. “Os exames do IML deram negativo para estupro, mas a avaliação da Fabiana foi positiva para abuso. A criança contou com detalhes que o primo todas as vezes em que eles estavam sozinho, passava as mãos em suas partes íntimas”, disse a delegada. O caso será encaminhado à Justiça francana.
Novas denúncias
A situação do adolescente ficou ainda pior ontem. No final da tarde, a delegada recebeu novas denúncias contra ele. “As informações são de que ele teria abusado também de outras duas crianças na localidade rural onde mora. Solicitei e o setor de investigações deve procurar os responsáveis pelas vítimas nesta quinta-feira (hoje) para apurar os fatos”, revelou Ambrósio.
Como o acusado é menor de idade, a delegada não poderá ouvi-lo na DDM. O que a delegacia apurou sobre o caso envolvendo a prima foi documentado e será encaminhado à vara da Infância e Juventude. “Caberá ao promotor e ao juiz da Vara tomar o depoimento do adolescente”, lembrou Graciela Ambrósio. O mesmo procedimento será adotado se as novas denúncias forem comprovadas pelo setor de investigação.
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