Policial é acusado de atirar na casa de agente penitenciário na zona Norte


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O 5º Distrito Policial de Franca indiciou um soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo por disparo de arma de fogo. Ele foi acusado de efetuar cinco tiros no portão da casa de um agente penitenciário em janeiro deste ano. Os projéteis, segundo laudo pericial, partiram de um revólver calibre 38 de propriedade do policial. Ele negou. O crime teria motivação passional.
 
Os policiais do DP, comandados pelo delegado Hélder Rodrigues, apuraram que a ex-mulher do soldado WPS, 29, da zona Leste, passou a morar com o agente penitenciário PRG, 38, na zona Norte. O policial, inconformado, teria feito ameaças de morte ao agente. No dia 18 de janeiro, durante a madrugada, cinco tiros foram efetuados contra o portão da casa de PRG. Apenas a mulher (JMSN) estava no local. O caso foi denunciado à Polícia Civil.
 
Projeteis de uma arma calibre 38 foram apreendidos no local dos disparos e enviados para perícia. Ao longo das investigações, descobriu-se que o suspeito teria adquirido uma arma de fogo do mesmo calibre. Munidos de mandado de busca e apreensão, policiais civis, acompanhados de um oficial da Polícia Militar, estiveram na casa do soldado, onde apreenderam um revolver calibre 38, marca Taurus.
 
Na semana passada, peritos de Ribeirão Preto encerraram os exames de balística e enviaram os laudos para o DP. A conclusão foi de que os projéteis apreendidos foram disparados “pelo cano de um revolver marca Taurus, de calibre 38”. Esta foi a arma apresentada pelo principal suspeito.
 
Em novo interrogatório, agora com os laudos em mãos, o soldado negou que estava no local dos fatos, como fizera no início das investigações, ou que os tiros tenham partido da sua arma. Mesmo diante da negativa, mas baseado nos laudos e em depoimento de pessoas que viram o policial no local em um veículo na madrugada do dia 18, o delegado Hélder Rodrigues indiciou o soldado de 29 anos por disparos de arma de fogo. A identificação dos envolvidos não foi divulgada (apenas as iniciais dos nomes), mas, segundo o delegado, o soldado mora, mas não trabalha em Franca. 

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