Balconista desaparecida afirma ter sido sequestrada


| Tempo de leitura: 2 min
A estudante e balconista Rafaela Oliveira, 16, diz que foi sequestrada quando deixava o Franca Shopping, onde trabalha
A estudante e balconista Rafaela Oliveira, 16, diz que foi sequestrada quando deixava o Franca Shopping, onde trabalha
A estudante e balconista Rafaela Oliveira, de 16 anos, foi encontrada por volta das 14h30 de ontem após ficar 17 horas desaparecida. Ela disse ter sido sequestrada por engano na noite de domingo, no ponto de ônibus próximo à passarela do Franca Shopping, enquanto aguardava o transporte de volta para casa. “Ela contou que um Vectra preto parou e a pessoa do banco do passageiro perguntou que horas eram”, relatou o padrasto de Rafaela, Drayd Ali Qbar. “Quando ela pegou o celular para ver as horas, uma outra pessoa saiu do banco de trás, colocou uma arma em sua cintura, empurrou ela para dentro do carro e começaram a chamá-la de Jaíne. Eles diziam: ‘Passa o telefone do seu pai, Jaíne, que a gente quer dinheiro’.”
 
Já no cativeiro, Rafaela teria conseguido provar com cópias de documentos e um anel seu verdadeiro nome. Percebido o engano, os sequestradores teriam passado a pensar em que fim dar à vítima, decidindo por sua libertação nos arredores do Distrito Industrial, sob a condição de que Rafaela não olhasse para trás após ter o capuz retirado de sua cabeça. Após ser libertada, a estudante teria procurado refúgio na primeira casa que encontrou. “Meu telefone tocou. Era um homem perguntando se minha filha havia sido sequestrada. Ele passou para ela e eu reconheci a sua voz.” Acompanhado de um cunhado e de dois policiais, Drayd resgatou a enteada. 
 
O delegado Luís Carlos da Silva, titular do 1º Distrito Policial de Franca, afirmou que as investigações estão em andamento, embora ele não acredite em uma rápida resolução devido à falta de testemunhas. “Não temos nenhuma testemunha, mas estamos pedindo imagens das câmeras do shopping para ver o que podemos descobrir. Solicitamos também um exame de Corpo de Delito e esperamos o laudo para saber se houve alguma violência.” 
 
De acordo com relatos do padrasto, nenhum abuso físico teria sido praticado, embora apenas água tenha sido oferecida durante o cativeiro. “Quando a encontramos, ela estava muito abalada e suja. Tinha um arranhão na perna, de quando foi arrastada para o carro.” 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários