Servidores pedem exoneração do diretor


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José Antônio Lomônaco foi indicado diretor comissionado por Jépy Pereira sob a justificativa de que ajudaria a apaziguar o clima bélico na Câmara. Ele assumiu em 16 de abril. Menos de dois meses depois, o que se vê é a intensificação do “fogo amigo”. A revolta dos vereadores com a interferência no gabinete não foi o único revés sofrido pelo diretor ontem.
 
Um grupo de servidores ingressou com representação na Comissão de Corregedoria, requerendo a exoneração de Lomônaco por “abuso de poder, desvio de finalidade e escandaloso assédio moral”.
 
No documento, detalham casos de “postura autoritária de abusiva” do diretor que, segundo eles, os intimida publicamente, inclusive, na cozinha perante testemunhas. “As condutas desvairadas constrangem, pressionam, aterrorizam, humilham e denigrem os servidores”, diz o texto. Na representação, citam o episódio em que o diretor deu duas horas de prazo para explicarem o vazamento ao Comércio do pedido que ele fez para viajar a São Paulo sem motorista. 
 
Os servidores também pedem a extinção do cargo, que seria inconstitucional. A Câmara é alvo de processo no valor de R$ 1,6 milhão e já foi obrigada a assinar compromisso com o Ministério Público do Trabalho para cessar o assédio moral.

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