A morte do SMS foi anunciada ao mesmo tempo em que o Facebook comprava o WhatsApp por USD 19 bilhões mas a realidade é outra. O SMS atingiu a maturidade. Foi a única opção de mensagens instantâneas no celular. Só agora WhatsApp, Line, KakaoTalk e WeChat o ameaçam. No passado havia o ICQ, Yahoo Messenger, MSN Messenger, Skype e outros. Cada um liderou a seu tempo, e foi substituído.
Esses MIMs são redes fechadas, não se intercomunicam. Você não enviará mensagem WhatsApp utilizando o WeChat. Fosse possível, estaria tudo perdido para eles. O valor de uma empresa de MIM está em sua audiência. Se a audiência migra, a atratividade do negócio some. Olhemos para o mercado ao lado. O fenômeno das redes sociais começou com o MySpace. Depois veio o Orkut. O Twitter cresceu e encontrou nicho em mídia. Linked In conquistou o público corporativo. Google Plus. O atual líder Facebook vem perdendo audiência entre jovens e adultos. Amanhã serão outros.
E o SMS? Criado em 1992, é usado em 94% dos smartphones. Segundo estudo da Portio, o tráfego mundial pessoa a pessoa estabilizará até 2017. O preço unitário deve cair e isso vai impactar a receita global do serviço mais lucrativo das operadoras. O mercado corporativo garantirá a receita das operadoras no SMS. As empresas usam SMS para alertas de transação, tickets de vôo, lembretes de consulta e exame, avisos de fatura, confirmações de compra, autenticação de serviços, relacionamento com clientes, e outros. Serviços MIM são fechados, e não permitem uso corporativo. Por isso 70% das organizações consideram o SMS a tecnologia móvel número um. Outros 16% planejam adotar o SMS ainda este ano, segundo a Forrester Research. O bom e velho SMS viverá. É fácil, simples, e funciona. Qual a diferença? As operadoras agora têm competição e o preço vai cair.
Cássio Bobsin Machado
CEO da Zenvia
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