O Porto de Santos, com a ajuda da FDTE (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia), tenta implantar, em caráter de urgência, sistema fluvial de transporte de cargas com vistas a reduzir o fluxo de caminhões pelas rodovias de acesso à região. Se der certo, o canal terá impacto nas estradas do Interior Paulista e no segmento de transporte por rodovia. A proposta é de 12 plataformas nos rios do Litoral Paulista, em áreas próximas ao sopé da serra, com integração intermodal (hidroviária, ferroviária e rodoviária). O Projeto da Hidrovia da Baixada Santista tem o apoio da Secretaria de Portos do governo federal. De acordo com os técnicos, a saturada malha de transporte terrestre dificulta a livre chegada e saída de produtos pelas vias tradicionais (rodoviária e ferroviária). “Os produtos de alto valor agregado saem de Santos na medida em que se acentuam restrições de mobilidade”, afirma Rui Gelehrter, que coordenou o estudo..
Do Palácio: Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o governador Alckmin assinou 2.169 convênios com 577 municípios e 278 instituições estaduais. Serão investidos R$ 606,3 milhões. As obras serão realizadas pelas respectivas prefeituras. Foi uma festa política bem prestigiada. Exatos 51 deputados estaduais estiveram presentes — mais da metade da Assembleia Legislativa (94 parlamentares).
Metrô do ABC: A Secretaria de Transportes Metropolitanos republicou o edital para a linha 18-Bronze do metrô. A abertura será dia 3 de julho, às 14h. A licitação será feita por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Uma empresa privada vai construir e operar a linha, que terá 15,7 quilômetros de extensão, ligando os municípios de São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo com 13 estações: Tamanduateí, Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Praça Regina Matiello, Instituto Mauá, Afonsina, Fundação Santo André, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves, Paço Municipal (São Bernardo) e Djalma Dutra. A linha correrá por meio de um monotrilho e terá investimento de R$ 4,2 bilhões.
Investimentos no Interior: A Alstom inaugurou seu primeiro GTC (Centro Global de Tecnologia hidrelétrica) na América Latina, em Taubaté. É uma extensão da atual unidade industrial hidrelétrica, uma das maiores do mundo, com quase 2 mil funcionários. O centro representa investimento de 8 milhões de euros. A Alstom desenvolverá tecnologia para usinas hidrelétricas capazes de se adaptar a variações de vazão do rio, permitindo a produção de energia durante todo o ano, em períodos de enchentes e de seca.
Ainda no Vale do Paraíba, a Quality Steel anunciou a construção de uma nova fábrica em Cruzeiro, onde fornecerá aço beneficiado e produtos siderúrgicos para os setores automotivo, construção civil, eletroeletrônicos e de equipamentos. A unidade receberá investimentos de R$ 150 milhões e deverá gerar inicialmente 150 novas vagas de trabalho, com potencial de atingir até 300 empregos.
Nos lixões: A CNM (Confederação Nacional de Municípios) alerta prefeituras sobre as obrigações que devem ser seguidas em relação aos catadores de lixo. Boa parte trabalha em lixões, nas ruas ou em galpões de cooperativas e associações. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) estipula obrigações aos municípios quanto a inclusão dos catadores na limpeza pública. A legislação obriga os municípios a elaborarem os Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Devem prever “programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis”.
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br
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