É comum enxergar, em meio aos devotos, crianças e adultos vestidos como Santa Rita de Cássia, com o hábito igual ao da religiosa. Cristiane Aparecida Silva Andrade, 30, vestiu a filha Clara Andrade Davi, 3, de santa. Há três meses a criança foi diagnosticada com uma inflamação no fígado e a avó e a mãe rezaram para a padroeira de Cássia e prometeram levar a menina na missa do dia da padroeira com as roupas de santa Rita. Com a cura de Clara, pagaram a promessa na última quinta-feira.
Simone Silva, 43, também assistiu à missa em agradecimento por um milagre. Há cinco anos, grávida de seis meses, ela teve um descolamento de placenta e uma séria hemorragia. Ela e a filha estavam “desenganadas” pelos médicos, mas Simone rezou. “Entreguei nossas vidas à Santa Rita. A bebê teve todos os problemas possíveis para uma prematura: ficou dois meses na UTI, teve sopro no coração, deslocamento de retina e coágulo na cabeça. Hoje não tem nenhuma sequela. Desde então, todos os anos faço a novena e venho à missa”, afirma. Cristiane e Simone são de Cássia.
Rosângela Tobias Jacinto, 40, também tem muito o que agradecer e se vestiu de Santa Rita para pagar uam promessa.
Moradora em uma fazenda em Águas Quentes, casada e mãe de três filhos, ela afirma que era alcoólatra. “Meu pai foi diagnosticado com uma veia entupida na cabeça. Fiquei desesperada e pedi ajuda de Santa Rita para curá-lo e para parar de beber. Consegui as duas graças”, conta. Na quinta-feira, além do hábito, levou um buquê de rosas no altar da santa. “Nós somos tão próximas que eu não considero Santa Rita uma ‘advogada’, como dizem que ela é, mas uma verdadeira amiga minha.”
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