Além de estudioso da Bíblia Sagrada, o ex-prefeito Maurício Sandoval Ribeiro é um excelente contador de casos.
Hoje vou transmitir ao prezado leitor dois interessantes acontecimentos vividos por membros de sua família.
O primeiro aconteceu com um seu primo sócio de uma importante empresa paulistana. Ao encontrar-se com um cliente, este, ainda irado, reclamou do atendimento dado pelo recepcionista da firma. Disse-lhe que queria falar com o Papa ( outro sócio da empresa ) e o atendente respondeu-lhe que o Papa não estava e se lhe não servia o Cardeal. Pensando que estava sendo “gozado”, perguntou, irritado , o nome do atendente. Do outro lado da linha telefônica o rapaz respondeu em alto e bom som:
— Aqui quem fala é o Bispo.
Longe de se preocupar ou se intranqüilizar, o primo do Maurício desatou numa sonora gargalhada e, perante a perplexidade do cliente, declarou:
— Pois lá na firma nós temos o Papa, temos também o Cardeal e o sobrenome do atendente é mesmo Bispo, Antônio José Bispo.
A outra história ocorreu com o seu tio Jonas. Jonas Deocleciano Ribeiro, médico, poeta, rico cafeicultor, gostava de passar suas férias na Europa e, especialmente, na França. Certa feita, ao entrar num requintado restaurante de Paris, começou a falar com o garçom no seu fluente francês. Antes de terminar o pedido, o garçom disse-lhe que entendia e falava perfeitamente o português. Por conseguinte, Dr, Jonas terminou o pedido em sua língua materna. Encerrado o jantar, o Dr. Jonas, pediu a conta e o refinado garçon, ao entregá-la, disse:
— Ficou satisfeito com o nosso serviço, Dr. Jonas?
Surpreendido por ter sido chamado pelo nome, o Dr. Jonas perguntou ao garçon:
— Mas você me conhece?
E o garçon, com um sorriso nos lábios:
— Mas claro, Dr. Jonas. Eu sou o Luís e nasci na sua fazenda. Sou filho do fiscal.
As coincidências existem. Às vezes são agradáveis, outras nem tanto. Mas que elas existem, existem.
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