A reportagem do Comércio da Franca tentou entrevistar o professor acusado de abuso, mas no dia do depoimento na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), ele passou mal e não conseguiu dar entrevista. Sua advogada, Mayara Feliciano, alegou que ele está muito abalado com a acusação, sofreu uma crise nervosa e não tem condições de dar entrevistas. Mas ela falou com a reportagem em nome do cliente.
O que o professor fala sobre essa acusação?
O que o meu cliente afirma a todo momento é que é inocente, que jamais aconteceu qualquer situação que pudesse gerar uma denúncia desse tipo. Enquanto ele permaneceu na escola, estava sempre acompanhado de outros profissionais e a inocência dele vai ser comprovada nos autos, no decorrer do processo judicial. A única explicação que a gente acha que pode suscitar tal denúncia é que durante a permanência da suposta vítima na escola, ele a mãe se desentenderam algumas vezes por questão financeira e documentação. Ele jamais esteve envolvido em qualquer situação do tipo.
A mãe afirma que conseguiu as vagas pela Prefeitura, que ‘compra’ vagas em instituições particulares para atender a demanda. Quais questões financeiras são essas, uma vez que ela própria não tinha de pagar a escola?
A criança permaneceu lá matriculada como particular por um tempo. Ela deveria pagar. A criança saiu, tempos depois conseguiu retornar com a Prefeitura. Ela não conseguiu arcar com a mensalidade todo mês e houve desentendimento entre a mãe da criança e o acusado, e a criança saiu, mas tempos depois ela retornou através do convênio Mais Creche.
O professor está desligado da instituição?
Quando surgiu a denúncia, fazia dois meses que ele não frequentava mais (a escola), já tinha passado para a atual proprietária.
O que ele diz de uma criança de 3 anos que repete insistentemente o nome dele como quem canta a música do ‘jacaré e perereca’ e toca as partes íntimas dela?
Essa informação de música não encontrei no inquérito nem no laudo da psicóloga, não consta nada dessa música.
A mãe relata essa música. Mas e sobre a criança citar sempre o nome dele, para a mãe, para a tia e para a psicóloga?
Essa criança teve alguns problemas em casa, a gente vai juntar documentação aos autos também. Não estou falando de abuso, mas os cuidados à criança são questionáveis, isso pode ter acontecido, mas de qualquer forma não foi o agora acusado que cometeu o crime. Se passou por alguma situação parecida, com certeza não foi ele. Uma criança de três anos é suscetível a fantasias, pode ser facilmente incitada a falar algo, se faz uma pergunta sugestionando a resposta você acaba por viciar este questionamento. Então os laudos feitos pela psicóloga da delegacia, em fase judicial, serão refeitos por outros profissionais e acho que teremos um laudo mais concreto do que realmente possa ter acontecido.
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