Policiais civis prendem chefe de facção criminosa


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O ex-presidiário ECPL, 40, (a polícia só divulgou suas iniciais) apontado pela polícia como um dos líderes da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Paulo, foi preso ontem. Abordado em sua residência, na Zona Oeste de Franca, ele não teve como reagir, porque estava dormindo. O chefe da organização criminosa em Franca e região foi preso em flagrante por associação para o tráfico e por integrar facção criminosa armada.
 
Segundo a polícia, ECPL ocupa um posto de destaque dentro da hierarquia da facção. “Ele é de alta periculosidade”, disse o delegado Leopoldo Gomes Novais, do 3º Distrito Policial, que comandou a operação “Xeque-mate” ao lado do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo. Novais realizou a prisão acompanhado dos investigadores Ademar Tavares, Kauzio de Andrade e Diego Del Rio.
 
Com uma vasta ficha criminal, o acusado possui, entre outros delitos, antecedentes por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, roubo, furto e porte ilegal de armas. Em janeiro ele deixou a cadeia e assumiu a liderança da facção em Franca e cidades da região. A polícia afirma que, entre outros, ele era responsável pela venda das drogas da facção, recebimento de mensalidades de integrantes do grupo fora da cadeia e mediador de conflitos entre os membros.

Ligações perigosas
Após denúncia, polícia e Gaeco, através de um informante, tiveram acesso aos números dos celulares usados pelo suspeito. As escutas telefônicas foram autorizadas pela Justiça. “As interceptações telefônicas comprovaram que o indiciado integra a organização. Ficou nítido, também, o engajamento e associação para o tráfico de drogas, além da execução de crimes de roubo”, destacou o delegado Novais.
 
A polícia “apertou o cerco” após descobrir que ECPL estava se preparando para assaltar um grande empresário da região da Zona Oeste. “A vítima teve sua vida vasculhada pelos criminosos. Descobriram sua residência e mapearam os trajetos que ela fazia para seus deslocamentos e transporte de dinheiro”, disse o delegado. Além disto, por determinação da alta cúpula da facção, ele estava se preparando para promover ataques em Franca, caso ocorresse a transferência de presos da organização para presídios federais. ECPL foi recolhido ao CDP local.

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