As 12 lombofaixas instaladas em Franca nos últimos meses ainda não atingiram os objetivos de facilitar a passagem de pedestres e diminuir a velocidade de veículos. Parte da culpa pelo desrespeito ao dispositivo é dos próprios motoristas que raramente param seus carros e motos para que pedestres possam atravessar a via. Outra parcela de culpa cabe à Prefeitura que não sinaliza a existência de uma lombofaixa.
Um dos lugares onde não existe placa alguma ou sinais de solo informando os motoristas sobre a existência da lombofaixa é em frente ao PS “Álvaro Azzuz”. Carros e motos acabam diminuindo a velocidade bruscamente ao serem surpreendidos com o dispositivo. Os pedestres acabam tendo de esperar uma brecha no fluxo para fazer a travessia.
“Eu trabalho como motorista e sempre paro na faixa, mas como pedestre não tenho coragem de arriscar, pois ninguém respeita”, disse Cleyton da Silva, 34, enquanto tentava atravessar sobre a lombofaixa em frente ao “Azzuz”.
Segundo o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, placas informativas serão instaladas no local, mas não informou o prazo para a colocação.
Na avenida Reynaldo Chioca, perto da escola “Professor Pedro Nunes Rocha”, também existe uma lombofaixa, mas a elevação só foi instalada em duas das quatro pistas da avenida. No local existem placas informando sobre a presença do dispositivo a cerca de 50 metros de distância e sobre a velocidade máxima no local de 40 km/h. A reportagem do Comércio testou a educação dos motoristas que passavam pela Chioca por volta das 16 horas de ontem: 14 veículos atravessaram a faixa durante um minuto e meio sem respeitar a presença do pedestre que tentava passar pela via. “Mesmo quando um carro para, tenho medo de atravessar porque pode vir outro e me atropelar”, disse a dona de casa Fátima Aguirre, 59, que mora perto da escola.
A mesma observação foi feita na lombofaixa da Presidente Vergas, próximo à escola João Marciano de Almeida. 8 carros passaram no período de um minuto sem parar para o pedestre que aguardava e que só conseguiu atravessar quando houve um intervalo no fluxo dos carros.
A situação da lombofaixa na Santos Dumont, no Distrito Industrial, é a mesma. Apesar das faixas sinalizando a presença do dispositivo e da placa informando a velocidade máxima de 40 quilômetros por hora, era fácil perceber que os carros trafegavam em velocidade acima da permitida e só diminuíam próximos da lombofaixa. Alguns pedestres que caminhavam pelo local por volta das 15h30 também ignoravam a faixa no solo e se arriscavam atravessando a poucos metros do dispositivo.
O secretário Buranelli informou que uma campanha de conscientização para melhor aproveitamento das lombofaixas está prevista para acontecer nos próximos meses, mas não deu mais detalhes sobre o assunto.
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