Este título mariano foi introduzido na ladainha por Pio V, em agradecimento pela vitória da armada cristã, que afastou o perigo maometano da Europa (7/10/1571). Mais tarde em 1814, Pio VII instituiu sua festa no dia 24 de maio, para lembrar sua libertação do cárcere a ele imposto por Napoleão Bonaparte em Savona, França. É invocada com a seguinte oração:
Virgem Maria, nossa carinhosa Mãe e poderoso auxílio dos cristãos, nós nos consagramos inteiramente ao vosso amor e serviço. Consagramo-vos o entendimento com os seus pensamentos, o coração com seus afetos, o corpo com seus sentidos e com todas as suas forças, e prometemos trabalhar pela realização e felicidade de todas as pessoas. Acolhei-nos todos sob o vosso manto, ó Maria Auxiliadora. Ajudai-nos a recorrer a vós nas tentações, prontamente e com confiança. Fazei que a vossa lembrança tão boa, tão amável, tão cara, e a recordação do amor que tendes para com vossos devotos nos conforte e nos faça vencedores, por meio do amor evangélico, dos inimigos do Reino, a fim de podermos, já nesta terra, viver o céu. Amém.
S. Donaciano e
S. Rogaciano
Donaciano e Rogaciano eram irmãos de sangue e originários de Nantes, França. Sofreram o martírio provavelmente no tempo do imperador Maximino, o Trácio (235-238), que promulgou um edito ordenado a morte dos que se recusassem adorar as divindades romanas. Donaciano havia recebido o batismo, enquanto Rogaciano era ainda catecúmeno. De Denunciados, foram presos e torturados, tendo suas cabeças traspassadas com lança. Contam que S. Donaciano beijou ternamente o irmão, pedindo a Deus que tomasse aquele gesto na conta de batismo. Venerados em Nantes, são conhecidos, popularmente como “Les Enfants Nantais”.
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.
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