Emprego: Franca tem o pior abril em 11 anos, segundo o Caged


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Linha de produção de sapato masculino em fábrica de Franca. Empresário diz que Copa atrapalharam vendas para o Dia dos Pais
Linha de produção de sapato masculino em fábrica de Franca. Empresário diz que Copa atrapalharam vendas para o Dia dos Pais
O último abril foi o pior para o emprego em Franca dos últimos 11 anos, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Apesar do saldo de contratações em relação às demissões ter apresentado resultado positivo de 262 novos trabalhadores admitidos, esse é o pior número para o mês comparando com os dados de anos anteriores a partir de 2004.
 
Enquanto 5.172 novos funcionários foram admitidos em Franca em abril de 2014, outros 4.910 trabalhadores perderam seus empregos. Já em abril do ano passado, o saldo foi sete vezes maior que o do mês passado e chegou ao resultado de 1.839 novas vagas.
 
Para o economista Hélio Braga, a queda no saldo do emprego na cidade é resultado de uma desaceleração na economia. “A própria pesquisa industrial mensal do IBGE, que é nacional, mostra que houve uma desaceleração tanto na produção industrial quanto no varejo. Acredito que isso também esteja acontecendo em Franca e se reflete diretamente no emprego.”
 
O setor da indústria de transformação foi um dos que teve queda no saldo de contratações e demissões. A diferença entre admitidos e desligados ficou em 1.265 em abril de 2013 e caiu para 187 no mesmo mês deste ano. Para o Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), a proximidade da Copa contribuiu para deixar o setor instável. “Há muitas dúvidas quanto aos resultados que a Copa do Mundo poderá trazer e houve redução nas compras do varejo. Isso inibe investimentos e reduz contratações. Mas acreditamos que, mesmo com as incertezas observadas, no segundo semestre possamos manter o número de empregos. A Francal, em julho, será um termômetro desse movimento de mercado”, disse o presidente José Carlos Brigagão.
 
O proprietário da Anatomic Gel, José Rosa Jacometi, concorda que a Copa desestimulou o comércio de calçados. “Em anos normais, nessa época já estávamos produzindo as encomendas do Dia dos Pais, o que não está acontecendo esse ano.”
 
A queda nas admissões não preocupa o Sindicato dos Sapateiros. “Vemos o número como positivo, uma vez que teve mais contratação que demissão”, disse o presidente Fábio Cândido.
 
Varejo esperançoso
O cenário do emprego no comércio é ainda pior que na indústria. O saldo ficou negativo, com 53 trabalhadores demitidos a mais que o número de contratados. Já em abril de 2013, foram 178 mais pessoas que conseguiram um novo emprego em relação aos trabalhadores que deixaram seus cargos.
 
Apesar do número de desligamentos no comércio, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) afirma que o varejo francano está aquecido. “Não temos percebido essas demissões. O número de vagas abertas em abril desse ano é 13% maior que em abril do ano passado. E a Copa favorece desde a venda de televisor até de carne, o que tem aumentado o número de vendas”, disse o diretor de comércio da Acif, Tarcísio Bôtto.
 
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