Exploração de menor leva dona de bordel para cadeia


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Fachada de casa no Dermínio que abrigava menor de idade. Duas mulheres acabaram presas
Fachada de casa no Dermínio que abrigava menor de idade. Duas mulheres acabaram presas
Agentes do 2º Distrito Policial de Franca fecharam, na tarde de ontem, um bordel que funcionava na rua Major Moura Matos, no Jardim Dermínio. A proprietária do estabelecimento e a gerente foram presas em flagrante por exploração sexual de menor. Segundo a polícia, entre as garotas de programa estava uma jovem de 17 anos, que confessou se prostituir no local e pagar uma “taxa” pelos serviços da casa. As duas mulheres, se condenadas, podem pegar até 10 anos de reclusão.
 
O delegado João Walter Tostes Garcia, que comandou a operação, disse que chegou ao local após denúncias de moradores do bairro. “As pessoas passaram a reclamar que a casa estava funcionando todos os dias, até de madrugada, com som alto. Era carro chegando e saindo a todo instante e pessoas urinando e até defecando em via pública.”
 
Acompanhado de três policiais, o delegado chegou no local por volta das 14 horas e constatou que, de fato, era uma casa de prostituição. “As garotas confirmaram que cobravam de R$ 100 a 200 por programa e pagavam de R$ 30 a R$ 40 pelo aluguel de cada quarto. No total, residência tinha três. A casa de prostituição funcionava todos os dias das 13 horas até 1 hora da madrugada”, disse.
 
Três clientes, seis garotas de programa, a proprietária e a gerente foram abordados na operação. Na vistoria, constatou-se que a única garota de programa com residência em Franca tinha 17 anos. A proprietária EBS, 40, de Timóteo (MG), e a gerente MRCC, 33, de Guariba (SP), receberam voz de prisão em flagrante por exploração sexual de menor.
 
“Elas (proprietária e gerente do bordel) alegaram que não sabiam que a jovem francana era menor de idade. Mas a exploração sexual de quem tem menos de 18 anos com a finalidade de obter vantagem econômica, é passível de flagrante. E como a pena de reclusão pode chegar a 10 anos, mais multa, não é arbitrada fiança e as duas vão direto para a cadeia (do Jardim Guanabara)”, lembrou Garcia.

Vergonha
A reportagem do Comércio acompanhou o registro da ocorrência na delegacia. Os clientes e as cinco garotas de programa maiores de idade foram qualificados e liberados. A jovem de 17 anos só deixou o DP após a chegada da mãe. “Que vergonha você está me passando”, disse à filha. A mulher afirmou que não sabia da situação. “Ela dizia que estava trabalhando em um restaurante e nós acreditávamos. Nunca nos passou pela cabeça que ela estava nesta vida”, desabafou.

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