Realidade virtual


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A educação à distância (EAD) veio para ficar. Em pouco tempo, essa modalidade — que teve início em 1996 —, já supera um milhão de matrículas em cursos de graduação no Brasil e o crescimento é exponencial a cada ano. Caiu no gosto dos alunos que, por falta de tempo, ou dificuldade de acesso, estavam longe dos bancos escolares. Em um país continental como o nosso, onde distâncias dificultam a mobilidade, a EAD oferece flexibilidade e custos mais acessíveis.
 
Pode parecer mais fácil cursar a graduação sem precisar frequentar todos os dias a sala de aula. Mas, na verdade, não é isso que os especialista dizem. Segundo eles, para alcançar bons resultados e formação satisfatória, os alunos de EAD precisam encontrar um método eficiente e sistemático de estudos. A modalidade, portanto, exige autonomia, disciplina, organização, leitura e também o domínio da tecnologia.
 
Universidades que oferecem o novo conceito trabalham para o desenvolvimento de técnicas de aprendizagem virtual para atender demanda crescente. Entre 2011 e 2012, o EAD cresceu mais que a educação presencial: 12,2% ante 3,1%. Já representa 15,8% das matrículas em cursos superiores. Dessas, 83,7% na rede privada. Os cursos mais procurados são os de administração, direito, pedagogia, ciências contábeis e enfermagem.
 
Apesar dos números favoráveis, ainda existe preconceito velado do mercado com profissionais formados em cursos à distância. De acordo com os especialistas, a situação ocorre por falta de conhecimento sobre a qualidade da certificação. Estudantes de EAD, no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), obtêm resultados melhores que alunos da rede presencial.
 
O CIEE desenvolve programa gratuito do tipo. São 37 cursos oferecidos para os jovens cadastrados e já ultrapassam 2,3 milhões de matrículas.
 
Luiz Gonzaga Bertelli
Presidente executivo do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), da APH (Academia Paulista de História) e diretor da Fiesp

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