Custos e benefícios


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Economistas utilizam com frequência dois instrumentos analíticos para solucionar problemas que a vida econômica propõe, e tomar decisões. O primeiro, é a análise benefício/custo. O outro, o custo de oportunidade. A análise benefício/custo serve para indicar, mediante comparações, qual é o montante de benefícios que esperamos obter ao programarmos um determinado gasto, um investimento. A todo momento estamos utilizando o conceito, consciente ou inconscientemente, exatamente quando decidimos sobre gastar, ou não. Estamos pensando, por exemplo, em fazer uma assinatura deste Comércio, ou seja, vamos incorrer num custo. Na sequência, examinamos os benefícios em termos da obtenção de informações sobre o dia a dia, sobre arte e cultura etc. Considerando que os ganhos ‘superam’ os gastos, a decisão é pela realização da assinatura. O uso desse conceito é geral e serve para pessoas, governo, empresas.
 
Lembrando que os recursos são sempre escassos, custo de oportunidade é quanto nos custa fazer uma coisa renunciando a fazer outra. O custo de ir ao cinema pode ser deixar de fazer exercícios físicos recomendados para a preservação da saúde. Face a uma decisão, sempre indagamos qual o custo de oportunidade da escolha. 
 
Há sete anos o país candidatou-se e foi escolhido como país-sede da Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada nos meses de junho e julho de 2014. Pensando no chamado ‘legado da copa’ comparado com os gastos que teríamos  fazer para promover o certame, o país decidiu que valia a pena, ou seja, benefícios superariam gastos. Ainda não temos ideia do tal ‘legado’, mas é certo que a nação não está empolgada. Quanto ao custo de oportunidade, fica claro que o montante dos investimentos realizados até agora foram elevadíssimos, sobretudo quando comparados com os dispêndios públicos com saúde, educação, segurança, mobilidade urbana. Pense nisso, caro leitor.
 
Vicente P. Oliveira
Economista — FEA-USP

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