Escolas convivem com furtos, quebra-quebra e ameaças de estudantes


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Os casos de violência nas escolas de Franca não param. Ontem, mais cinco foram registrados em diferentes estabelecimentos. Na Zona Sul, ladrões invadiram e furtaram duas unidades. Na Zona Norte, um menino de 9 anos é suspeito de furtar R$ 7 de uma professora. No caso mais grave, na mesma região, um rapaz de 16 anos ameaçou funcionários, danificou um bebedouro e quebrou vidraças com pedradas. Na Zona Oeste, um aluno de 15 anos proferiu ameaças a funcionários. Todos os fatos ocorreram durante a manhã.
 
A primeira ocorrência foi em uma escola estadual da Zona Sul. Funcionários encontraram a porta da secretaria arrombada. Ladrões, durante a madrugada, invadiram o local. O levantamento inicial apontou o furto de oito notebook, dois retroprojetores, computador completo, TV de 32 polegadas, máquina digital fotográfica e R$ 40 em dinheiro. A mesma escola, no último dia 6, já havia sido alvo de ladrões.
 
Na sequência, PMs foram acionados para registrar um furto em outra escola, esta municipal. Após escalar a parede, ladrões entraram pelo telhado e também promoveram vandalismo. Os bandidos furtaram duas TVs de 32 polegadas, máquina fotográfica, projetor multimídia, micro computador, microondas, lavadora de alta pressão, botijão de gás, 96 pratos e talheres. Os autores do crime ainda levaram os alimentos que seriam utilizados para servir o café da manhã às crianças.
 
Suspeito
Na Zona Norte, PMs foram acionados após um aluno de 9 anos, suspeito de furtar R$ 7 de uma professora, fugir da escola. O garoto, segundo apurou a polícia, entrou e saiu da sala de aula sem autorização. Na última vez que ele esteve com os colegas, exibiu R$ 7 e fugiu. Uma professora constatou que R$ 7 sumiram de sua bolsa e o menino passou a ser suspeito. A mãe foi comunicada e o aluno, localizado no início da tarde no terminal de ônibus da área central. Ele teria usado o dinheiro para circular pela cidade nos veículos de transporte público.
 
Medo
Das cinco ocorrências, a mais grave teve como autor um estudante de 16 anos. Segundo a direção de uma escola da Zona Norte, o rapaz chegou atrasado e entrou no estabelecimento pelo estacionamento dos professores. Abordado no interior, ele foi levado à sala da direção.
 
Segundo a vice-diretora, o rapaz foi orientado sobre as normas do local, que deveria voltar para a casa e retornar no dia seguinte. Ele se levantou e foi ao pátio, mas antes de deixar a escola, passou a proferir ameaças de morte à vice. “Sei qual é o seu veículo e onde você mora”, disse o rapaz à mulher. Ele quebrou um bebedouro de água, proferiu ameaças de morte também a um inspetor de alunos, saiu do local e jogou uma moto no chão. Não satisfeito, se apossou de pedras e passou a atirá-las no interior da escola. Oito vidraças foram quebradas. O desespero tomou conta dos funcionários, alunos e professores. A PM foi comunicada. Ao avistar a viatura, o autor fugiu. Segundo funcionários da escola, o estudante é ex-interno da Fundação Casa. Os funcionários temem que o rapaz retorne e promova novos atos de “terrorismo”.
 
Ameaças
O último caso foi registrado em uma escola na Zona Oeste. Um aluno de 15 anos pediu para ir ao banheiro. Na saída, ele arrancou a fechadura e deixou os colegas presos na sala. A professora ligou do celular para um agente escolar abrir a porta. O estudante foi localizado. Ao ser comunicado que poderia ser suspenso, ele ameaçou o agente de morte. PMs estiveram no local, o aluno pediu desculpas e disse que “falou da boca pra fora”. O caso foi registrado no 2º DP.

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