Autoridades políticas e moradores de Delfinópolis (MG) e municípios vizinhos lotaram o clube da cidade na tarde de ontem. Eles participaram de uma audiência pública que discutiu os problemas sociais e econômicos que a redução em até 13 metros da represa do rio Grande em Delfinópolis pode trazer para a população e os municípios atingidos.
O encontro foi solicitado pelo deputado mineiro e presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia de Minas Gerais, Antônio Carlos Arantes (PSDB), a pedido do prefeito delfinopolitano Pedro Paulo Pinto (PMDB).
Na visão do vereador da cidade Mauro César de Assis (PDT), a audiência foi produtiva, mas não acarretará resultados significativos. Segundo o parlamentar, um representante de Furnas também participou do encontro. “A audiência foi boa, mas não muda muito as coisas. Uma ata foi feita e será encaminhada para brigar com Furnas. Algumas pessoas da comunidade usaram a palavra e todos expressaram sua revolta com a redução do nível da represa.”
Ao fim do encontro, o prefeito do município mineiro estava satisfeito, principalmente, com a união da população. “Graças a Deus o povo está unido. Isto é necessário e importante porque a preocupação é muito grande. Caso a redução venha a acontecer será um desastre”, disse Pedro Paulo que irá hoje para Brasília onde participa de uma reunião no Ministério de Minas e Energia.
Ações
O deputado federal Carlos Melles (DEM) também participou do encontro ontem. Em conjunto com outros deputados, Melles entrou no início do mês com dois requerimentos solicitando audiências públicas das Comissões de Minas e Energia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Recentemente, as lideranças municipais ingressaram com um mandato de segurança na Justiça Federal e a publicação de um manifesto de repúdio ao impositivo anúncio de Furnas.
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