Uma das observações feitas numa cartilha distribuída no exterior sobre a Copa no Brasil comenta, entre várias coisas, que os brasileiros não são acostumados a respeitar horários. Na verdade, isso acontece mesmo. Lembremos situações mais frequentes: Nos casamentos é costume a noiva se atrasar, algumas até exageradamente, enquanto os convidados ficam se abanando dentro das roupas formais na igreja. O “charminho” delas chega a meia-hora ou mais de atraso. Em outros eventos, acabou virando rotina a pessoa ler no convite que o início está marcado para 20 horas, já sabendo que nunca vai começar antes das 21 ou 22 horas. Quem respeita o horário é obrigado a esperar. Tem ainda os que chegam tarde à missa, e alguém da família marca os lugares com folhetos. Outros, num espetáculo teatral, também se atrasam e depois vão passando na frente e pisando nos pés de quem já está sentado. Mais uma situação insuportável se dá em excursões, quando um grupo de 40 pessoas é obrigado a esperar alguém que deixou para fazer algumas compras justamente na hora da partida. As autoridades é que deviam dar o exemplo, chegando sempre no horário dos eventos oficiais. Se agissem dessa maneira, como na Inglaterra, onde jamais alguém pode chegar depois que a rainha já estiver presente, todos aprenderiam a ser pontuais. Bastaria dar início ao evento, deixando os retardatários de lado. A propósito, tem um provérbio inglês que diz: “A pontualidade é cortesia dos reis e obrigação dos educados!”
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