Uma única rua, muitos bairros e nenhuma sequência numérica


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Casas vizinhas têm numeração distante: uma é 1.270 e a  outra 224. Prefeitura diz que não há o que possa ser feita
Casas vizinhas têm numeração distante: uma é 1.270 e a outra 224. Prefeitura diz que não há o que possa ser feita
Uma rua, 18 quarteirões, seis bairros e um transtorno causado pela falta de sequência na numeração dos imóveis. A reclamação dos moradores e comerciantes da rua Voluntário Adriano Cintra, que começa na Vila Santos Dumont e termina no Jardim Continental, na zona Oeste da cidade, é que os números não seguem a ordem lógica e se intercalam aleatoriamente ao longo dos bairros confundindo entregadores e clientes, no caso dos comerciantes. Para ter uma ideia do tamanho da confusão, no início da rua, o imóvel de número 224 é vizinho do de número 1270.
 
Segundo Éder Brazão, chefe do Setor de Fiscalização da Prefeitura de Franca, que atribui a numeração dos imóveis, esse é um problema isolado e que se explica com a “idade” da região onde a rua está localizada. “A rua começa na avenida Integração, em um dos bairros mais antigos da cidade, a Estação (Vila Santos Dumont), e não tinha a extensão que tem hoje. Quando os lotes foram sendo numerados não foram feitos em sequência, o que causou a situação atual”, afirmou. 
 
Ainda de acordo com Éder, porém, não há um estudo para solucionar o problema, já que corrigir os números e colocá-los em ordem causaria ainda mais transtornos.
 
Outro fato que, segundo Brazão, ajuda a entender a falta de sequência numérica foi a construção da rodovia Cândido Portinari, que corta a rua Voluntário Adriano Cintra. Do outro lado da rodovia a rua continua, mas não acompanha a numeração de onde parou; recomeça, pulando os números que já existem antes da ponte. É por isso que há imóveis com números próximos mesmo estando a mais de dez quarteirões de distância.
 
Trocas
O empresário Rogério Antônio de Souza, que é dono de uma loja de restauração no início da rua, no número 211, na Vila Santos Dumont, conta que perdeu diversas encomendas entregues na Vila São Sebastião. “Os números não se repetem ao longo da rua, mas se intercalam e isso causa confusão. Outro dia mesmo pedi que entregassem meu almoço, mas ele não chegou. Quando liguei no restaurante descobri que a comida foi entregue para outra pessoa, em um número próximo ao da minha empresa, mas em outro bairro. Isso já aconteceu diversas vezes”, afirmou.
 
Para os carteiros que fazem entrega de correspondências na região, a falta de sequência não chega a ser um problema ou empecilho. Antônio Melo, funcionário dos Correios responsável por entregas em boa parte da rua, afirma que como eles se baseiam pelo CEP ou o bairro para entregar correspondências e encomendas não há confusão. “As pessoas comentam comigo sobre isso, mas para mim não faz diferença”, afirma.

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