Não foi assalto à mão armada


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Roubaram tudo que eu tinha. Era só uma casinha simples na praia, mas da janela dava para ver, todas as manhãs, o nascer do sol mais lindo do mundo. A vista era para um mar às vezes azul, às vezes verde. Pássaros rodeavam a casa e o som daquela orquestra da natureza era divino. Tinha uma mesa pequena na varanda, dessas onde a gente senta e esquece o tempo e se alimenta de doces lembranças. A brisa, no final da tarde, era de massagear o rosto, o vento fazia cafuné na gente e a noite era silenciosamente fria. Tudo que eu precisava era de repousar meus sonhos naquela rede macia e me esquentar com seu amor.   Tudo que eu precisava era ter tentado.  Quando desistimos dos nossos sonhos, permitimos que outra pessoa desfrute deles, aquelas pessoas que não desistem, estas sim, neste momento estão usando “as minhas coisas” e vivenciando os momentos que eu permiti que levassem de mim. 

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