Joyce Evelyn Millard e Gerald Edward Bruce


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Joyce Evelyn Millard, 19 e Gerald Edward Bruce, 23, se casaram na St. Gabriel Church, Cricklewood, Londres, em 24 de fevereiro de 1945. Mais alguns meses a Segunda Guerra teria fim, ele voltaria para a vida civil depois de servir ao Exército Britânico no Service Call. Tempos difíceis aqueles para todos e em todas as situações. Racionamento de comida, de água, mas o amor ainda acontecia e casamentos eram realizados, mesmo com protocolo reduzido. Pouquíssimas noivas se vestiam conforme a tradição.  De posse de “coupons”, compravam vestidos comuns; os de noiva - véu e grinalda - apenas se fossem usados, o que ela não quis.  Optou, como a maioria das noivas da época, por roupas que usaria depois da cerimônia.  O abandono do sonho do vestido branco não frustrava tanto. O medo e insegurança que sentiam pelos horrores e escombros ao redor eram mais reais: Londres se recuperava dos bombardeios alemães. Joyce foi noiva cheia de esperança, sonhos e alegria, de tailleur e flores rosa, luvas, chapéu e bolsa marrons. Depois da cerimônia, íntimos convidados comemoraram na casa dos pais dela. Tiveram dois filhos: David, e Carol e sete netos. O amor de Joyce e Gerald se prolonga hoje em seis bisnetos.  Ficaram casados 35 anos. Joyce tem a idade e a pose da Rainha. Matriarca, acompanha a vida dos descendentes, e é adorada pela família.  Espírito independente, Joyce mora sozinha e até há pouco dirigiu seu carro. Casamento sólido, embora começado no caos exterior, e feliz, apesar da sombria perspectiva do futuro em 1945. (Entrevista dada por Joyce, que partiu inesperadamente dia 9 de maio de 2014.)  (Lúcia H. M. Brigagão)

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