A esperança tem sido o principal combustível do francano Luís Alexandre de Paula, de 32 anos. Há quase um ano ele luta a favor da vida e contra a leucemia mieloide aguda. Atualmente, Luís está estável, mas ansioso. Após várias campanhas e pedidos de ajuda, os próximos onze dias poderão ser decisivos para dar início a uma nova etapa desta difícil caminhada. No dia 28 de maio, Luís saberá se um doador foi encontrado ou se sua mãe, que é 50% compatível, será a doadora da medula óssea que poderá salvar sua vida.
“Estou na expectativa de achar um doador que seja 100% compatível porque a chance de cura é maior. Mas de toda forma estou confiante e com fé em Deus que dará tudo certo. Não posso e não vou deixar a doença me abalar. Se deixar atacar o psicológico, a gente se entrega e acaba não resistindo”, disse o francano.
Luís descobriu a doença em junho do ano passado. Rapidamente ele iniciou as quimioterapias. A última sessão foi realizada em outubro. A partir de então a busca por um doador foi intensificada. Suas duas irmãs também se cadastraram para serem doadoras, mas exames revelaram que elas não são compatíveis. Mesmo assim Luís não desanima e continua lutando.
“A minha leucemia é mais grave, portanto tenho que fazer o transplante de qualquer jeito. Fiz a última quimioterapia em outubro e estou estável, sem resíduos de leucemia, mas não se sabe que dia a doença vai voltar. Ela pode voltar com tudo ou pode demorar. Não se sabe. Achar um doador neste momento seria ótimo porque eu faria o transplante rapidinho para afastar ela de vez.”
Várias pessoas já se cadastraram, segundo Luís, para tentar ajudá-lo. Amigos e familiares continuam realizando diversas campanhas, principalmente na internet, para sensibilizar as pessoas a realizarem o cadastro. “Estamos tentando mobilizar todo mundo a fazer o cadastro para ser doador. Esta ação pode não só salvar a minha vida como a de diversas pessoas do país.”
Hemocentro
Pessoas que tenham entre 18 e 54 anos podem integrar o cadastro, que é realizado nos hemocentros em todo o Brasil. Neles, são coletados 10 ml de sangue para que seja feito um exame que mapeará as características genéticas importantes para seleção de um doador.
Até ontem, o Hemocentro de Franca havia realizado 786 cadastros este ano, o que equivale a uma média de 157 cadastros por mês. Segundo o captador do Hemocentro, Antônio Jair, Franca tem capacidade de elevar estes números devido ao seu porte e também graças a derrubada, no ano passado, da portaria que limitava a 200 o número de cadastro para doações em Franca por mês.
“Uma boa quantidade de cadastros por mês em Franca seria de 250 a 300. Por ser uma cidade deste tamanho deveríamos estar atingindo praticamente o dobro do que é coletado. Temos campo para isto. É um procedimento muito simples. Não gasta dez minutos para fazer o cadastro.”
Em 2013, as lutas da garota Ana Laura e da advogada Carolina Parzewski mobilizaram a cidade em prol da doação de medula óssea. As campanhas deram resultados. “As campanhas realmente ajudam. Só da campanha da Ana Laura saíram três doadores. Pessoas que se cadastraram para ajudar ela acabaram ajudando outras pessoas. Isto é importante e é o objetivo do cadastramento”, disse o captador.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.