Divergência entre vítimas e polícia só em relação a valores. Em um ponto, todos concordam: o couro furtado ou roubado não sai de Franca. Ele é adquirido de forma ilegal e sem nota, na maioria dos casos, pelas micro e pequenas empresas de calçados.
“Uma grande indústria não compra este material sem nota ou sem saber a procedência. Os pequenos é que acabam absolvendo estes produtos”, garante o industrial Renato Maurício de Paula, que teve 800 metros de couro furtados de sua indústria ontem.
“Aqueles que cometem furto ou roubo, não saem oferecendo os produtos. Há sempre um representante ou vendedor envolvido na venda do material”, diz Márcio Murari, delegado da DIG. “O receptador sabe que é furtado ou roubado e mesmo assim compra. Ele acaba fomentando o crime”, garante.
A DIG, que tem três policiais designados para a apuração dos delitos (Marcos Euclides, Renato Silva e Sandro Rocha), conseguiu recuperar em apenas um dia mais de R$ 100 mil em peças de couro e camurça. O fato ocorreu na manhã do último dia 21 de março. Outras apreensões de pequeno porte foram realizadas ao longo do período de investigação. Duas pessoas já foram presas por receptação, mas permaneceram em liberdade.
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