Polícia abre caçada a quadrilhas especializadas em roubo de couro


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Imagem de arquivo mostra armazém roubado neste ano e que guardava grande quantidade do produto
Imagem de arquivo mostra armazém roubado neste ano e que guardava grande quantidade do produto
As exportações recordes de couro e pele em 2013 virou motivo de preocupação para a indústria calçadista de Franca. Além de elevar os custos de fabricação, o couro e a camurça atraíram quadrilhas que se especializaram em furtos e roubos destes materiais.
 
O preço médio de R$ 50 do metro quadrado do couro e de R$ 25 da camurça chamaram a atenção de grupos criminosos. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca investiga dois bandos que teriam causado prejuízos a dezenas de empresas. A polícia não admite, mas, segundo um industrial, o prejuízo do setor somente este ano ultrapassa R$ 500 mil.
 
A última vítima foi o industrial Renato Maurício de Paula, 52. Proprietário da Industria de Calçados Kissol, no Jardim Guanabara, Paula teve um prejuízo estimado de R$ 40 mil com o furto de 800 metros de couro. O material estava no interior da indústria e foi furtado na madrugada de ontem. Os bandidos encontraram falhas nos sistemas de alarme, “driblaram” as câmeras e furtaram o material. Paula, depois do crime, investiu cerca de R$ 10 mil para reforçar a segurança no local.
 
“Este tipo de crime vem crescendo cada vez mais e é uma preocupação das empresas em geral”, disse o industrial. Ele afirma que somente em Franca, este ano, os ladrões teriam causado prejuízos de mais de R$ 500 mil às indústrias e depósitos. “Pelo que já ouvimos falar nas ruas e pelas conversas com os outros empresários do setor, posso garantir que mais de meio milhão de reais em couro e camurça foram furtados ou roubados.”
 
Para o delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), os valores não seriam tão elevados. “A maioria dos furtos e roubos que temos registrados foram de camurça, que é um material mais barato que o couro. Mas independente de valores, é uma preocupação da polícia esclarecer estes crimes”, falou o policial.
 
Murari disse que a DIG tem uma equipe trabalhando focada neste tipo de crime. Segundo ele, duas quadrilhas estão envolvidas. “São dois grupos. A diferença entre eles é que um usa armas, violência física e psicológica contra as vítimas para cometer o roubo, enquanto o outro prefere praticar o furto sem colocar vidas em risco.”

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