Hoje, ao menor sintoma de que nosso organismo funciona mal, procuramos médico, pronto-socorro, hospital. Depois de termos diagnosticada nossa doença, buscamos na farmácia os remédios que nos foram receitados. É assim que funciona. Mas você já parou para pensar em como era cuidado um doente na Antiguidade? Pois saiba que era muito diferente do que acontece hoje. O Clubinho foi procurar no bom livro História da Vida Privada, volume 2- Companhia das Letras, algumas informações a respeito.
Durante a idade Média (500-1500 d C), se você fosse pobre e ficasse doente, só tinha um caminho a seguir: rezar muito para que todos os santos intercedessem a seu favor. Sim, porque entre os que não tinham recursos financeiros, doenças como peste, lepra, varíola, difteria, sarampo e erisipela eram encaradas como castigo divino. Havia muita ignorância. A Ciência ainda não havia avançado o suficiente para esclarecer de onde vinham os males. Por isso, as tentativas de cura eram feitas não por médicos, que ainda não existiam, mas por religiosos. E como as causas das doenças eram desconhecidas, não havia tratamentos eficientes. No máximo, o doente era isolado num quarto e submetido a rezas, penitências, unções e exorcismos. Acreditava-se que se a alma fosse curada o corpo também o seria.
Mas se você fosse rico ou poderoso, teria tratamento diferenciado. Chamava-se um especialista que era mistura de sábio, astrólogo, curandeiro. Ele defendia a tese de que todas as doenças vinham pelo ar. Na verdade, algumas vêm mesmo, como as causadas por virus, por exemplo.
Quase tudo era tratado na Antiguidade com sangrias, que era um corte na pele para que parte do sangue fosse eliminado e com ele a doença. Também eram recomendados banhos, chás de ervas e poções estranhas. Por exemplo, para eliminar vermes que ficavam grudados nas paredes dos intestinos, lavava-se a cabeça do doente com urina de menino. Reumatismo era tratado com uma pasta feita de excremento de bode, mel e alecrim. Para favorecer a cura da varíola, vestia-se o doente com roupas vermelhas por quarenta dias. Que treva!
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