‘A gente não multiplica vaga (no CTI)’


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O médico Vínio Cintra Oliveira não foi o único a depor nessa quarta-feira. Além dele, também prestaram esclarecimentos as técnicas de enfermagem do Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” Izabel Moreira e Helena Vilela Rosa e o médico da Santa Casa Pedro Faggioni. 
 
As enfermeiras confirmaram a falta de profissionais no PS. Segundo elas, o déficit no corpo de enfermagem chega a 25 profissionais. Izabel ainda confirmou a denúncia de que apenas três médicos atendem no PS. 
 
Mas o depoimento mais grave foi o do médico Pedro Faggioni. Ele está afastado desde março, mas por anos trabalhou como intensivista no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa. Ele disse que o local dispõe de apenas 17 leitos para atender Franca e região. “Isso é muito, muito pouco. Seriam necessários pelo menos 40.”
 
Segundo ele, por conta disso, o CTI vive lotado. “Não é uma questão de pirraça. É falta de vagas mesmo. Não tem jeito. A gente não multiplica vaga. Lá não tem beliche, não tem treliche.”
 
Questionado pelos vereadores se já havia denunciado a situação às autoridades, ele disse que sim. “Todos sabem de tudo, mas criaram uma casca e passaram a achar que isso é normal. Não é!” Para o médico, enquanto não houver um aumento de vagas, o problema deve continuar. “Já usaram diversos sistemas de regulação e sempre há problemas. Isso porque faltam vagas. Enquanto isso não for resolvido, não adianta.”

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