Após denúncias de que o Centro Pop de Franca estaria abrigando marginais em sua sede e sendo palco para uso de entorpecentes e práticas de sexo, o local começou a receber reforços em sua segurança. Além de placas de metal tapando as grades por onde “objetos indesejáveis” eram transferidos para o interior do Centro, como drogas conforme relatos, uma licitação para a compra de câmeras de segurança está em andamento, segundo a secretária de Ação Social, Gislaine Peres.
“Também temos hoje uma aproximação maior com a Polícia Militar, que tem nos dado um suporte nos horários de maior movimento do Centro Pop. É uma medida para dar uma resposta à população que mora nas proximidades.” Ainda de acordo com a secretária, um trabalho de socialização para melhor convivência com os moradores vizinhos tem sido intensificado junto aos usuários do local.
As reclamações de comerciantes e moradores se tornaram um abaixo-assinado para que o Centro Pop seja transferido para outra área da cidade. Como medida contrária a esse pedido, os usuários do local também se movimentaram. “Há muita gente instruída ali e a maioria deles acompanha as notícias. Então, eles se organizaram e protocolaram junto ao Ministério Público um abaixo-assinado para pedir a permanência do Centro.”
Uma das denúncias que mais gerou repercussão junto à população foi a de que foragidos da Justiça estariam utilizando o local para se abrigar. Em relação a isso, o delegado da Seccional de Polícia de Franca e vereador Daniel Paulo Radaeli (PMDB) - que se comprometeu, em sessão da Câmara, a lutar por uma “operação pente-fino” no local - informou que providências para apurar as denúncias foram tomadas na última terça-feira. “Um requerimento para investigar as denúncias apresentadas pelo jornal Comércio da Franca foi apresentado e aprovado na última sessão da Câmara. O documento está sendo encaminhado tanto para a Polícia Civil quanto para o Ministério Público para que tudo seja apurado”, disse.
O caso
No dia 22 de janeiro, o Comércio publicou reclamações de moradores e comerciantes do Centro Pop afirmando que os usuários do local permaneciam nos arredores abordando consumidores, pedestres e motoristas para pedir esmolas. No dia 29 de abril, foi a vez de guardas civis municipais denunciarem a falta de segurança e controle do Centro Pop. De acordo com eles, uso de drogas no banheiro e na área de convivência, brigas constantes, furtos e prática de sexo eram cenas comuns no local.
No mesmo dia, o vereador e delegado Daniel Radaeli pediu ao comando da Polícia Civil em Franca que as delegacias especializadas DIG e Dise investigassem os usuários do Centro Pop.
Na ocasião, Radaeli criticou o modelo implantado pela Prefeitura e disse que a finalidade do programa de ajudar na reintegração dos pedintes junto às suas famílias não é cumprida.
Já a secretária de Ação Social, Gislaine Peres, afirmou que o local tem promovido a reinserção de seus usuários à comunidade. “Temos mais de 20 pessoas em tratamento de dependência química atualmente e histórias de quem esteve na rua e hoje mantém suas casas. Ainda temos históricos de pessoas que voltaram ao trabalho.”
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