Fatalidade?


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Recentemente faleceram, no Brasil, três personalidades conhecidas e queridas de todos, duas do universo artístico e uma do jornalismo esportivo. A coincidência nos três trágicos episódios, é o fato de que tanto José Wilker, Luciano do Valle e Jair Rodrigues, se encontravam em uma mesma faixa etária, entre 68 e 75 anos e morreram, segundo médicos, em decorrência de inesperados problemas cardíacos.
 
Reconhecidamente a cardiologia obteve grandes avanços nos últimos anos. Exames laboratoriais, ergométricos e de imagem conseguem detectar, precocemente, anomalias cardiovasculares, possibilitando tratamento medicamentoso ou cirúrgico, capazes de prolongar, com qualidade, a vida do pacientes. 
 
Todos os fatores de riscos são conhecidos da população, até porque a Sociedade Brasileira de Cardiologia faz constante divulgação deles. São o tabagismo, sedentarismo, hipertensão arterial, obesidade, diabetes, colesterol elevado e o estresse. 
 
O interessante, no passamento das ilustres figuras que morreram, é o fato de que os três, segundo relatos de familiares, cuidavam da saúde, faziam exercícios regulares e exames preventivos periódicos. 
 
Os não-fatalistas especulam, sem qualquer base fática ou científica, que eles poderiam estar tomando, sem acompanhamento médico adequado, medicamentos que podem trazer efeitos colaterais graves ao coração. Porém, tal possibilidade, pelo que se sabe, não foi reconhecida nem pelas famílias, nem pelos médicos que os assistiam.
 
Pessoalmente, e por mera intuição, tenho minha própria opinião, igualmente sem qualquer base científica. Para mim o maior fator de risco para as doenças cardíacas é o estresse. É inegável que com o progresso tecnológico nas diversas áreas acabaram impondo a todos nós, mais compromissos do que deveríamos ter. Assim, viver de forma mais amena e reaprender a contemplar o belo talvez sejam as melhores recomendações para se ter uma vida mais longeva.
 
SETÍMIO SALERNO MIGUEL
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca

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