MP investiga corte de condomínio ao meio


| Tempo de leitura: 2 min
O Ministério Público acaba de abrir uma investigação para apurar suspeitas de irregularidades na intenção da Prefeitura de Franca de desapropriar o Condomínio Fechado Villagio da Colina, na Esplanada Primo Meneghetti, para que seja ampliada a avenida Eliza Verzola Gosuen. Se prolongada, a via irá passar em frente à casa do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), indo até a avenida Jaime Telini, no Residencial Ana Dorothéa. 
 
No final do mês de março, o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Nicola Rossano, afirmou que a Prefeitura já concluiu um estudo feito a pedido de proprietários de grandes áreas de terra naquela região para analisar a possibilidade de ampliar a avenida Elisa Verzola Gosuen. À época, Rossano disse que o único caminho possível para tal seria a referida ampliação cortar o Condomínio Villagio da Colina, dividindo-o ao meio. 
 
Para o secretário, que também é arquiteto, a desapropriação do condomínio seria apenas uma questão de tempo. “A cidade não pode parar de frente a um condomínio”, disse. 
 
O anúncio do estudo deixou os moradores preocupados com a possibilidade. “Como pode a Prefeitura aprovar o nosso condomínio e agora, anos depois, vir dizer que pode desapropriá-lo, dividindo-o ao meio? É um absurdo”, disse um dos moradores que pediu para não ser identificado. Inconformados, os donos de imóveis no Villagio resolveram procurar o Ministério Público e denunciar o caso. 
 
Ao tomar conhecimento, o promotor de Justiça da Habitação, Carlos Henrique Gasparoto, decidiu abrir um inquérito. A intenção é descobrir se há irregularidades na aprovação do condomínio, que teria sido construído no curso de continuidade de uma avenida, e também verificar a legalidade da desapropriação que deverá ser proposta pelo município. 
 
As investigações ainda estão na fase inicial. Segundo o promotor, a Prefeitura já foi notificada para prestar esclarecimentos a respeito, mas ainda não houve resposta. Os demais envolvidos também deverão ser chamados para informações. O inquérito tem prazo de 90 dias para ser concluído, mas pode ser prorrogado indefinidamente de acordo com a necessidade do promotor.
 
Depois da polêmica gerada com a notícia do estudo, no dia seguinte, o prefeito Alexandre Ferreira negou que tivesse a intenção de desapropriar o condomínio para ampliar a avenida que passaria em frente à sua casa. 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários