Jépy Pereira cria cargo de diretor com salário de R$ 3,2 mil


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O presidente Jépy Pereira, durante a sessão de ontem
O presidente Jépy Pereira, durante a sessão de ontem
Uma velha e manjada estratégia para conseguir aprovar proposta indigesta foi colocada em prática novamente por Jépy Pereira ontem. A sessão se arrastava sem indícios de que tivesse algum iceberg pela frente quando o presidente anunciou que havia um pedido de urgência na mesa. 
 
O projeto previa a criação do cargo em comissão de diretor de Comunicação Social com previsão de salário em torno de R$ 3,2 mil. A proposta não constava da pauta disponibilizada a vereadores e jornalistas. Questionado pelo Comércio sobre a urgência que havia assinado, Zezinho Cabeleireiro (PTB) disse que era “remanejamento de verbas”.
 
Jépy pretendia fazer a votação sem fazer a leitura na íntegra da proposta, mas Valéria Marson (PSDB) e Márcio do Flórida (PT), os únicos a votarem contra, exigiram que o texto fosse lido. “Não sou contra a TV Câmara, mas votei contra porque desconhecia o teor do projeto. Parece que se quer votar rápido para ter desgaste menor. Nada justifica a urgência”, disse o petista.
 
O Ministério Público move ação por ato de improbidade administrativa contra Jépy pela acusação de burlar determinação do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para manter apadrinhados em cargos de confiança. Um dos casos questionados é, justamente, a decisão que tomou para manter na Câmara a então assessora de Comunicação.
 
Ainda ontem foi aprovada a criação de cinco cargos de assistentes legislativos, que serão preenchidos por concursados. 

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