Idosa de 70 anos é brutalmente agredida pelo filho no Aeroporto


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A dona de casa ARS, 70, do Jardim Aeroporto II, foi brutalmente agredida com socos e pontapés, além de ser arrastada pelos cabelos na noite de segunda-feira. O autor das agressões foi o filho, aposentado por invalidez CESA, 28. A interferência de vizinhos evitou que a mulher fosse morta. Os policiais militares que atenderam a ocorrência precisaram entrar em uma mata à procura do acusado. Após sua localização, os PMs usaram algemas e corda para contê-lo e conduzi-lo ao Plantão Policial. Ele foi preso em flagrante.
 
A mulher, em seu relato à polícia, disse que vinha sendo vítima de agressões físicas e verbais por parte do filho caçula, além de sofrer constantes ameaças de morte. Os dois moravam juntos na residência localizada na rua Magistrado Renato Salles Abreu. “Toda vez que ele chegava em casa bêbado e sob efeito de drogas, a minha mãe já começa a temer pelo pior”, disse uma filha da dona de casa.
 
Na segunda-feira, cansada da situação, a idosa esteve na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Ela não queria o filho preso, mas pediu ajuda para interná-lo e conseguiu. Um investigador esteve na moradia da família acompanhado de uma equipe do Samu. O aposentado foi sedado e levado ao Pronto Socorro Municipal Doutor Álvaro Azzuz, onde recebeu os primeiros cuidados e ficou aguardando a vaga para ser internado no Hospital Alan Kardec. No entanto, antes da transferência, o rapaz fugiu do PS.
 
Agressão brutal
O aposentado voltou para a casa ainda mais alucinado, segundo a mãe. Ele queria se vingar e passou a agredi-la com socos e pontapés. Não satisfeito, bateu a cabeça dela no chão, agarrou seus cabelos e a arrastou para fora da residência. Vizinhos que ouviram os gritos de socorro e se depararam com a cena, resgataram a idosa. O acusado, para não ser linchado, correu e se ocultou em uma mata próxima à moradia.
 
PMs foram comunicados, se depararam com a vítima ferida, providenciaram o socorro e ingressaram no interior da mata. Após buscas, o autor foi localizado. Ele resistiu à prisão. Os policiais foram obrigados a usar, além das algemas, uma corda. O aposentado não parou de se debater, colocando em risco a própria vida e a de terceiros. No trajeto até o Plantão Policial, segundo os cabos Messias e Naves, o autor não ficou um minuto em silêncio. Além disso, jurava a mãe de morte.
 
O caso foi analisado pelo delegado Milessandro Moreti. Ele optou pelo flagrante com base na lei “Maria da Penha”, e arbitrou fiança de R$ 3 mil. Como o valor não foi pago, o aposentado foi para a cadeia. 
 
A idosa passou por exames no PS, foi medicada e, após o período de observação, recebeu alta. Familiares a levaram para casa.

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