Filme 'Azul É a Cor mais Quente' influencia gays a pintarem o cabelo


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O filme Azul É a Cor mais Quente do controverso franco-tunisiano Abdellatif Kechiche está influenciando garotas a pintarem o cabelo de azul para “chamar a atenção” de possíveis parceiras, quase como uma forma de identificação de sua preferência sexual.

“Minha mãe, que é evangélica, e minha avó, que é macumbeira, não viram o filme. Acho que só veriam se passasse no 'Tela Quente'. Então tá suave. Ninguém entende”, disse Susana, de 15 anos, que mora do lado norte de São Paulo, no Jaçanã.

A jovem usa cabelos curtos jogados para trás com pomada. “Pintou” o cabelo com metileno o que não é recomendado, segundo o colorista Wagner Udiu, ambos entrevistados pela Folha de São Paulo. “Eu não recomendo que usem metileno. Não dá câncer, como dizem por aí, mas também não é saudável para os fios. E não dura nada. Escolha sempre tintura”, aconselha.

Conselho dificilmente seguido pelas jovens. Dos 17 jovens entrevistados pelo jornal, apenas três utilizam tintura. Outra “técnica” usada é esfregar papel crepom no cabelo molhado. Ainda sim, os salões de beleza confirmaram o aumento pela procura da cor.

Mas não é só as meninas homossexuais que estão aderindo à tendência. Paulo Mandib, 19, também desfilou pela avenida Paulista no domingo com as mechas em calcinha, marinho e cerúleo – três tons de azul.

“Olha, na Parada [Gay] deste ano ouvi menos elogio do que no ano passado, então acho que não faz tanto sucesso assim. Até me chamaram de sapatão masculina. Mas azul não era cor de menino antes?”, disse decepcionado Paulo.

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