Segurança pede socorro


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Um dos principais temas que tomará o centro da campanha eleitoral em todo o País, a segurança pública vive momentos difíceis, no Brasil em geral e em Franca em particular. Citada como preocupação pelos brasileiros em pesquisa recente, a violência grassa em todos os centros, sem que haja uma resposta à altura. Temos nos batido aqui por uma modificação completa no nosso ultrapassado Código Penal para que realmente promova a Justiça. Não se pode esperar que bandidos condenados sejam beneficiados, em detrimento da população que se sente ameaçada e refém da marginália. Os bandidos não respeitam nem trabalhadores que se esforçam para ganhar seu suado dinheiro e muitas vezes perdem a própria vida por algum trocado.
 
Porém, reportagem publicada pelo Comércio no último domingo mostra que a falta de investimentos na Polícia Civil é uma realidade cruel, que afeta não apenas francanos como também todos os brasileiros. De nada adianta a formação de milhares e milhares de Policiais Militares e a entrega de viaturas, enquanto a Polícia Civil não recebe investimentos em pessoal e equipamentos. A reportagem do Comércio mostra claramente que por causa disso um grande contingente da PM fica impossibilitado de cumprir o seu papel no policiamento ostensivo. E cria um perverso efeito dominó que prejudica o cidadão, o qual espera um bom trabalho das forças de segurança oficiais.
 
A reportagem descortina o fato de que o Estado não acompanhou a evolução do crime. Se por um lado sobram casos de furto, roubos e golpes, por outro não há material humano para dar conta da crescente demanda. O francano que precisa registrar um boletim de ocorrência, principalmente nos finais de semana, necessita ficar horas a fio dentro do plantão da Polícia Civil por falta de agentes.
 
Aos domingos, a qualquer hora do dia ou da noite, é comum ver de quatro a cinco viaturas paradas diante da delegacia localizada na rua Tiradentes e grupos de policiais militares conversando próximo à calçada aguardando a vez de serem atendidos. Enquanto isto, o policiamento nos bairros fica comprometido. PMs consultados pelo Comércio afirmam que em 12 horas atendem a uma média de três ocorrências por causa da demora no plantão. O ideal seria atender de sete a oito casos no turno de trabalho.
 
O comando da Polícia Civil admitiu o problema e culpou o efetivo reduzido pela lentidão enfrentada no Plantão Policial. A instituição tem hoje a metade dos homens que tinha há 20 anos. Não houve evolução. A Delegacia Seccional de Franca é responsável pelo atendimento em 16 cidades, algumas das quais não contam nem com delegado titular. Trabalha-se na improvisação. Trata-se de uma situação grave que prejudica de forma irrecuperável uma população que beira os 600 mil habitantes. Investir é preciso, necessário e urgente. Somente com ações efetivas, como a mudança do Código Penal e o investimento na ampliação do efetivo e equipamentos, é que as autoridades estarão dando uma resposta clara de que estão cientes das demandas dos brasileiros.

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