Sônia Menezes e Américo Pizzo /casaram-se em 10 de maio de 1951, na Igreja Matriz de Franca, há exatos 63 anos. Quando se conheceram, em uma das voltas do “footing” na Praça Nossa Senhora da Conceição, na verdade quem chamou a atenção dele foi a irmã dela, Melaída. Apaixonaram-se. Namoraram algum tempo, quando ele terminou o compromisso, que ficara sério. Órfão de pai e arrimo de família, não podiaa pensar em noivado, muito menos em casamento. Ela sofreu, resistiu estoicamente, até que ele novamente a procurou, não sem antes a melodiosa serenata com os companheiros e o musical pedido de perdão. Reataram. Logo em seguida, noivaram, pouco depois, o casamento. Lua de mel em Poços de Caldas. Coquete, ela usou, na noite de núpcias, camisola bordada à mão e colar de pérolas, “como se tivesse esquecido de tirá-lo” – a conselho de alguém da família. O vestido, confeccionado por modista francana famosa, era de cetim e a festa realizada na residência dos pais dela, contou com o preparo esmerado dos quitutes de d. Albertina, sua mãe. Mais alguns anos, Sônia adotaria o pseudônimo de Patrícia, alter ego que se confunde com ela há quase sessenta anos. Ela brilhava, ele ajudou a iluminá-la. Ela abriu caminhos, ele a incentivava. Ele a admirava e foi sempre companheiro corajoso e entusiasta. Mulher forte, decidida, ousada e guerreira faz parte e escreveu capítulo marcante da história da cidade. Casamentos são feitos de persistência, compartilhamento, confiança, companheirismo, admiração e respeito mútuo - essa a lição que Américo e Sônia legaram a descendentes, parentes, amigos e fãs.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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