Soltas um beijo torto,
Sem olhos, sem tato,
E deixas pra traz uma distância maior.
Já não podemos sentar em qualquer canto
E simplesmente olhar a paisagem:
nosso cisma torna tudo metade.
Teu lugar em minha casa declarei vago,
Sem culpa ou culpados,
E hoje não sei se te convido pra entrar.
Somos estranhos e não sei se te amo.
Te quero bem.
Devolvo-te as medalhas sem mérito
E todos os nomes que ganhei.
Não é uma despedida.
É algo sem nome,
Sem drama, sem fome.
Nalgum lugar, acompanhada.
Algum dia, saciada.
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