S. Pacômio


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“Pacômio” significa “o da águia”
 
Nascido por volta de 292, na Alta Tebaida, Egito, S. Pacômio pertencia a uma família pagã. Aos 20 anos de idade, viu-se obrigado a alistar-se no exército imperial e partir para Tebas com as tropas de Maximino. Derrotados por Licínio e Constantino, Pacômio caiu prisioneiro em Tebas, onde ficou impressionado com o exemplo dos cristãos que arriscavam a vida para levar, secretamente, alimentos aos encarcerados. Libertado, fez-se batizar e instruir-se na fé cristã, na comunidade de Kasr-es-Sayad. Depois de levar por sete anos uma vida solitária, fundou em 325, nas proximidades do rio Nilo, em Tabenisi, a primeira “koinonia”, uma comunidade religiosa cristã de vida comum, baseada na comunhão de oração, trabalho e refeição, em que todos se propunham servir uns aos outros. Ao morrer, em 348, os mosteiros por ele fundados abrigavam cerca de sete mil monges. Foi ele que compôs a primeira Regra monástica, em língua copta, cuja influência fez-se notar mais tarde na vida monástica do Oriente e do Ocidente. Essas regras teriam sido transmitidas a ele por um Anjo que lhe ordenou a fundação de um mosteiro em Tabenisi. Uma das regras prescreve:
“Permitirás que cada um coma e beba de acordo com suas forças e determinarás um trabalho proporcional às forças daquele que come” (cf. Vida dos santos de Butler, vol. V, p. 82).
 
Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves. 
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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