Criança de 7 anos sofre bullying e professora diz que é normal


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Weber Augusto, pai da menina, diz não querer prejudicar professora, mas que ela responda pelo que fez
Weber Augusto, pai da menina, diz não querer prejudicar professora, mas que ela responda pelo que fez
Após relatar que atos de bullying estariam ocorrendo com sua filha de 7 anos durante as aulas de ginástica artística, oferecidas no Poliesportivo, o vigilante Weber Augusto se viu em meio a uma reunião de pais, na presença dos alunos, com o assunto que os constrangia sendo discutido de um modo que não o agradou. “Não achei certo (a professora) dizer na frente das crianças que elas precisavam aprender a se defender. Nem que é normal dar apelidos nesta idade. Cada criança pode ter interpretado isso de um jeito”, disse o pai, que filmou a reunião. A preocupação é que a palavra “normal” reforce as situações vexatórias sofridas pela filha. “A criança ainda pode entender que ‘se defender’ é brigar.”
 
Inconformado com a reunião, Weber resolveu levar o episódio até a Ouvidoria da Secretaria de Educação. “Fiz a reclamação e me prometeram uma resposta em até sete dias, mas não deram.” Na tarde de ontem, após Weber ter procurado a Secretaria novamente e avisado que levou sua história à mídia, foi chamado para uma conversa com secretária Fabiana Sampaio. 
 
Segundo Weber, a secretária reconheceu que o modo como a professora conduziu a reunião foi errado, mas afirmou que precisa ouvi-la antes de tomar providências a respeito. Fabiana não respondeu ao e-mail enviado pelo Comércio nem à mensagem deixada em seu correio de voz. A secretária de seu gabinete também foi contatada, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.
 
Revolta
Após perceber uma mudança de comportamento em sua filha de 7 anos, que trocara sorrisos por introspecção nos últimos meses, o vigilante Weber Augusto ouviu da menina relatos que o abateram. 
 
“Ela estava muito amuada, sempre num canto. Fui buscá-la na aula de ginástica artística e aproveitei para ir perguntando o que estava acontecendo. Descobri que os coleguinhas vinham rindo dela por causa do peso e do cabelo, que é enrolado - e lindo, por sinal!”
 
O primeiro apoio que buscou, depois da própria mulher, foi o da professora de ginástica. Weber afirma que a procurou para falar sobre a situação e pedir ajuda. “Pedi para que ela conversasse com os pais individualmente, mas ela acabou fazendo aquela reunião. Mesmo assim, não vou tirar minha filha das aulas. Só quero que tudo se resolva.”

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