Atenção à Quarta Idade


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Em São Caetano do Sul, no Grande ABC, está nascendo uma experiência que poderá se irradiar a outras cidades. Idosos de baixa renda a partir dos 80 anos de idade terão “cuidadores públicos” patrocinados pela prefeitura. A notícia, divulgada esta semana pelo Diário do Grande ABC, da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais), aponta para a tendência de envelhecimento da população e a necessidade de o poder público promover políticas voltadas a uma faixa da população que tende a ter maior participação no perfil demográfico devido à ampliação da expectativa de vida. O projeto deve entrar em vigor em 2015.
 
O secretário de Saúde do município, Mário Chekin, informou que lançará o programa Convivendo Melhor na Quarta Idade, com políticas públicas voltadas para este público específico. Segundo o jornal, em uma década apenas o número de moradores dessa faixa de idade em São Bernardo quase dobrou: cresceu de aproximadamente 2% da população para 3,5%. O secretário opina que em todo o País faltam políticas públicas para os idosos acima de 80. “Trata-se de iniciativa inédita no País, que não tem políticas para essa população, mas precisa pensar nisto com urgência, já que a expectativa de vida vem aumentando rapidamente”, diz ele. 
 
Para formar os cuidadores, que irão atuar na casa dos idosos, a Prefeitura assegurou parceria com uma universidade local. A instituição deve criar curso técnico voltado para a formação de profissionais e a expectativa é que os primeiros certificados sejam entregues no começo de 2015. A partir daí, eles estarão aptos para contratação pela administração municipal e posterior atuação na casa dos que necessitarem.
 
Em parceria com a iniciativa privada, serão promovidas adaptações nos imóveis onde os idosos vivem. O secretário exemplifica que a pessoa que usa cadeira de rodas tem dificuldade porque os batentes das portas são estreitos. Além disso, é preciso instalar barras no banheiro e piso que evite quedas. A cidade também planeja entregar medicamentos nas casas. 
 
De acordo com a reportagem do Diário do Grande ABC, atualmente, na maioria das cidades, no caso dos idosos que perderam a mobilidade ou a autossuficiência, a questão de saúde acaba, também, se tornando um dilema financeiro doméstico, pois implica que alguém da família em idade produtiva deixe de trabalhar fora de casa para cuidar do idoso ou que uma cuidadora particular terá de ser contratada.  “Um cuidador não é só uma presença para evitar que o idoso fique sozinho, é alguém que aprendeu técnicas para estimular quem está acamado e que sabe gerir a relação com a família”, diz Gisele Smith, diretora do Grupo Vida, Amor e Riso, empresa especializada no treinamento de cuidadores de idosos. Ciente de que nem todas as famílias têm condições financeiras de bancar o serviço, o poder público já está desenvolvendo iniciativas para atender a população.
 
Novembro Azul: A Assembleia Legislativa aprovou dia 30 de abril o projeto de lei 812/2013, de autoria do deputado estadual Roberto Engler (PSDB), e que institui oficialmente, em todo o Estado, a campanha Novembro Azul, dedicada a ações de prevenção ao câncer de próstata e promoção da saúde do homem. A proposta segue agora para sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB), para que possa se tornar lei estadual, o que deve ocorrer em até 45 dias. O dia 17 de novembro é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. A data tem motivado diversas iniciativas de conscientização em relação à doença e a outros males com incidência maior sobre a população masculina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 60 mil homens são diagnosticados com câncer de próstata no Brasil anualmente. Quando identificados precocemente e tratados, nove em cada dez pacientes são curados.
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

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