Cruzada por justiça


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Não é de hoje que o Comércio e a Difusora, ambos do GCN, batem-se por Justiça. Uma Justiça que realmente contemple as demandas da sociedade brasileira. Ainda na edição de domingo mostrávamos a verdadeira descrença de grande parte da população com a segurança. Mais de 40% dos brasileiros, conforme pesquisa divulgada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) , acreditam que no futuro a violência só tende a recrudescer, ou seja, que a segurança no País não vai melhorar. A situação é tal que o cidadão brasileiro não aposta na vitória das forças de segurança sobre o crime, seja ele organizado ou não.
 
No mesmo dia, um fato local, reprodução de centenas parecidos, serviu mais uma vez para reflexão sobre a situação atual e a necessidade dos cidadãos de bem deste País se organizarem para fazer verdadeira cobrança por uma completa reformulação no Código Penal brasileiro. Torna-se urgente uma mudança que promova a Justiça, ao contrário das leis hoje vigentes, onde brechas monumentais permitem que marginais continuem à solta, ameaçando qualquer um, muitas vezes a troco de nada. As agressões ao jornalista Corrêa Neves Junior, diretor do GCN, no começo da tarde de domingo, em pleno centro da cidade, diante do quadro que registramos atualmente, antes de ser exceção torna-se habitual. É cada vez mais perturbador pensar em situações do cotidiano que levam o cidadão brasileiro a se trancar dentro de casa, erguendo muros altos e cercando-se de todos os itens de segurança possíveis, para fugir da sanha criminosa. O fato de domingo (onde mais duas pessoas também foram agredidas, uma delas menor de idade, quando tentavam defender o jornalista Corrêa Neves Jr.) expõe de forma transparente os erros de nossa legislação penal. Afinal, já no registro da ocorrência se sabia que um dos agressores tem pelo menos dez passagens pela polícia, cumpriu pena em penitenciárias e atualmente está gozando de liberdade condicional. E ele deixou o distrito policial pela porta da frente, ficando livre para se embriagar — ou se drogar — e agredir quem se indignasse com suas atitudes.
 
Não vamos aqui reproduzir a história, que todos já sabem (ou podem acompanhar na página 5A). A par da indignação das pessoas de bem da comunidade francana com o ocorrido, devemos todos nos unir em torno de um apelo por Justiça. Que ele seja dirigido à junta que, há anos, estuda modificações no Código Penal (o atual tem mais de 70 anos) para que deixe de lado as discussões sobre benefícios e benesses a criminosos confessos e condenados. Que seja endereçado ainda aos nossos legisladores (senadores e deputados) para que ajam no sentido de evitar que marginais continuem à solta ameaçando pessoas que trabalham e produzem, e ficam sujeitas a ataques selvagens por qualquer razão que aos marginais soa plausível. Nosso país precisa traçar diretrizes capazes de trazer de volta a tranquilidade e a sensação de segurança há muito perdidas. Que nos unamos, pois, em torno de um objetivo comum. É absurdo, injusto e perverso que continuemos acuados, presos e amedrontados em nosso dia a dia, enquanto malfeitores gozam dos benefícios da lei.

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