A transexual brasileira Lea T contou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que continua virgem com novo corpo, mesmo quatro anos após sua cirurgia se mudança de sexo.
Convidada para desfilar pelo amigo e estilista da Givenchy,, Riccardo Tisci, a top vestiu o modelito de militante pela causa dos transexuais.
“Achava importante contar que eu era transexual e ia ser operada e assim mostrar que naquela condição eu tinha conseguido um trabalho legal”, disse a Folha.
Com apenas dois anos de terapia hormonal e tratamento psicológico, a morena entrou de vez para o mundo da moda. “Era uma loucura. De repente, estava em Milão e ia para Paris e de lá para Nova York. Então, aparecia um trabalho no Brasil e tinha que correr pra Itália para consulta ou audiência de tribunal”, isso porque é preciso autorização judicial para mudar o sexo e como consequência o nome.
Atual Leandra Medeiros Cerezo e ex-Leandro confessou se surpreender com a repercussão mundial. “Não imaginava que fosse dar aquele auê. E justamente em uma fase delicada”. Ainda como Leandro, ela estava enfrentando a repercussão de sua decisão, os efeitos colaterais do tratamento hormonal e psicológico, as audiências, e claro, a preocupação de o pai não a aceitar.
Mas o ex-craque Toninho Cerezo, pai de Leandra, aceitou muito bem a decisão. “Aí, publicaram que ele tinha me rejeitado. Mentira. Quando contei, ele disse: 'Tá bem óbvia a coisa. Por que demorou tanto pra falar?'.”
Lea T disse também que está contente com seu novo corpo, apesar de não ficar satisfeita com seus pés (calça 41/42). “Eu ficava imaginando que fisicamente poderia sentir falta [do pênis]. Mas já acordei da cirurgia como se sempre tivesse isso [vagina]. Não consigo lembrar de mim com o sexto de antes. Mentalmente, tenho hoje o corpo que eu queria ter”.
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