Jornalista flagra lixo sendo jogado no meio da rua e é agredido


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O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor do GCN, flagrou no começo da tarde deste domingo funcionários da empresa Leão Engenharia jogando lixo hospitalar no meio da rua ao lado da Santa Casa. Ao registrar a cena, foi agredido com socos e empurrões. Outros dois homens, sendo um menor de idade, tentaram conter os agressores e também levaram socos e mordidas.

Corrêa Neves Júnior pretendia almoçar com a família. Por volta das 14 horas, foi pegar sua mãe e seu filho de três anos no Centro. Ele estava com sua mulher. Ao passar pelo cruzamento das Ruas Padre Anchieta e Voluntários da Franca, avistou um caminhão da Leão Engenharia parado ao lado da Santa Casa obstruindo o trânsito. Um funcionário da empresa de coleta estava sentado na calçada. Ônibus foram obrigados a dar ré. Corrêa Jr. pensou que tivesse ocorrido algum problema mecânico ou até que alguém estivesse precisando de socorro médico e desceu de seu carro para ver o que estava acontecendo.

Foi quando se deparou com a cena que chamou sua atenção. "Os funcionários da Leão, visivelmente alterados, estavam jogando lixo que saia da Santa Casa no meio da rua. Um dançava no meio do lixo e escorregava", disse. No lixo espalhado no cruzamento das ruas havia material médico, luvas cirúrgicas, sondas, gases com sangue e frasco de soro. "Vi que era uma situação grave e comecei a fotografar e filmar. Foi quando eles começaram a me xingar e agredir". Preocupado com a mulher, a mãe e o filho de três anos que neste momento se aproximavam da confusão, Corrêa Neves Júnior se dirigia até o carro para abrigá-los quando um dos rapazes o surpreendeu pelas costas e o agrediu com socos.


Algumas pessoas se aglomeraram e tentaram conter os agressores. Um adolescente de 17 anos, atendente do Mc Donalds, foi um dos que apanharam. "Quando vi eles agredindo o senhor, cheguei e tentei conversar. Os dois caras me pegaram. Levei vários socos no rosto e uma mordida nas costas. Eles estavam totalmente loucos e também danificaram um Vectra que estava estacionado ao lado". Um homem de roupa branca, que não foi possível identificar, também tentou ajudar e levou socos dos funcionários da Leão.

O jornalista não revidou às agressões e automaticamente acionou a Polícia Militar, que teve dificuldades para conter os agressores. Ambos foram qualificados e liberados após prestarem depoimento. Os dois funcionários tinham passagens anteriores pela polícia. Um deles responde a mais de uma dezena de processos, esteve preso em Bauru e no Estado da Bahia e foi condenado a cinco anos e quatro meses por roubo.

Diretores da Leão Engenharia acompanharam a elaboração da ocorrência no Plantão Policial e pediram desculpas pelo ocorrido. Ao verem as imagens, ficaram assustados e disseram que o procedimento de atirar o lixo no chão não é praxe da empresa. Admitiram que os funcionários teriam bebido pinga e prometeram tomar providências.

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