Ela, Passeri de Souza e ele, Martins, moravam na mesma cidade, mas não se conheciam. Final de semana, Cupido tomou a forma de amigo em comum que insistiu em levá-la para festa de despedida onde André se encontrava, por coincidência. Apresentou-os. Encantaram-se, um com o outro. No mês seguinte, CD de Nina Simone sob o braço – cujas músicas ainda têm significado especial para ambos - ele a visitou e começaram o namoro de ano e meio. Noivado também curto: oito meses. 23 de abril de 2005, casaram-se na Igreja de São Benedito, apadrinhados por irmãos e parentes muito próximos. Viajam muito, gostam de música, teatro, arte em geral, recebem amigos em casa. Ele não verbaliza muito seus sentimentos, ela não perde oportunidade. Sempre que divergem e discutem e resolvem o impasse, ela vai em frente e ele, mói e remói. Ela é impetuosa, ele a traz para a razão. Ele a admira por sua retidão de caráter, conhecimento de Leis e ética profissional e ela, pelo olhar clínico dele para descobrir tudo que é bonito. Seu trabalho como designer gráfico, ela qualifica incrível e de extremo bom gosto. E ele acha que ninguém supera a sobremesa “malabee” que ela faz. Determinada, se tem alguma tarefa, começa logo e termina sem delongas, por isso, quando ele responde “depois” ou “depois eu faço” ela fica muito brava. Completude, tolerância, mútua admiração e resiliência estruturam e compõem a argamassa que protege e torna resistente o amor entre Julieta e André e, por extensão, entre pessoas – felizmente - diferentes.
(Lúcia H. M. Brigagão)
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