Atendimento 190 continua sendo alvo de queixas entre francanos


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Casa furtada na madrugada de ontem. Ocorrência não foi atendida, segundo o solicitante, devido à dificuldade do atendente em localizar o endereço, no Meirelles
Casa furtada na madrugada de ontem. Ocorrência não foi atendida, segundo o solicitante, devido à dificuldade do atendente em localizar o endereço, no Meirelles

A transferência do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para Ribeirão Preto, em abril do ano passado, não para de acumular queixas e causar problemas para os moradores de Franca. Na madrugada de ontem uma ocorrência de furto não foi atendida, segundo o solicitante, devido à dificuldade do atendente em localizar o endereço, no Residencial Meirelles. A Polícia Militar afirmou, via assessoria de imprensa, que a situação será encaminhada ao comando local para apuração.De acordo com o analista de sistema Dênis Souza, a primeira ligação para o 190 foi realizada à meia noite e meia, horário em que ele chegou em casa e notou o furto. “Fui ao cinema e quando retornei estava tudo aberto, revirado e jogado para o chão. Liguei para o 190, mas o atendente não conseguia achar o meu endereço no sistema. Ele questionava se o nome da rua não era outro e eu falava que não. Repetia que moro aqui há mais de um ano e o nome da rua sempre foi o mesmo, mas ele falava uns nomes que não tinham nada a ver.”Em quase uma hora de espera, três ligações foram feitas à central de atendimento, mas, segundo Dênis, nenhuma viatura compareceu em sua casa para registrar o boletim de ocorrência e ir em busca dos bandidos. “Esperamos até 1h20 e nenhuma viatura apareceu. Nesta quase uma hora de espera liguei três vezes no 190. A minha noiva conseguiu o telefone do batalhão, então ligamos lá também. Eles foram atenciosos, mas disseram que não podiam fazer nada enquanto a ocorrência não chegasse de Ribeirão Preto.”Após muita insistência e espera, a ocorrência foi registrada no sistema da PM e um contato foi feito com Dênis pelo celular, mas não passou disso. Os policiais informaram ao analista que todas as viaturas estavam empenhadas na tentativa de homicídio que acontecera no bairro São Domingos e ninguém poderia ir até a sua casa fazer o registro do furto. “Eu questionei, mas não adiantou. Ninguém veio atender minha ocorrência.”Dênis registrou o boletim de ocorrência apenas na tarde de ontem. Segundo ele, foi furtado de sua residência uma televisão, um videogame, um home teather, um perfume, além de mochilas e lençóis que ele acredita terem sido utilizados para fazer o transporte dos eletrônicos. “Em um caso desses a gente se sente impotente porque não dá para ir atrás. É um absurdo eles não conseguirem identificar o endereço e não deslocar pelo menos dois policiais para cá. Agora fica complicado de reaver o que me roubaram. Quanto mais tempo demora para ir atrás é pior.”

Outro lado
Em nota encaminhada via assessoria de imprensa, a Polícia Militar disse que a “confusão de endereços” será apurada e que o solicitante foi orientado pelo Copom a procurar o Distrito Policial para registro do furto. “(..) o criminoso já havia fugido com os bens, sendo certo que a partir daí somente a investigação policial, realizada pela Polícia Civil, poderá esclarecer os fatos”.A PM também confirmou que as viaturas estavam empenhadas na ocorrência de tentativa de homicídio no bairro São Domingos para “prisão dos criminosos e suporte ao atendimento da vítima”.

Negativa
Em sua última visita a Franca, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse em entrevista ao Comércio que a unificação do 190 garante mais policiais nas ruas e descartou a volta do serviço para Franca.Na última semana, os vereadores francanos Zezinho Cabeleireiro (PTB) e Pastor Otávio (PTB) se reuniram com o secretário estadual de Segurança, Fernando Grella, para pedir a volta do 190. Segundo Zezinho, o secretário prometeu pedir ao comando da Polícia Militar um estudo sobre a viabilidade de retorno do 190.

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